quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Instituições de ensino superior: Acre tem duas dentre as 10 melhores do Norte




Unir, de Rondônia, é a melhor; FOM, do Amazonas, a pior; FAB/Uninorte, do Acre, é a que tem o maior número de cursos mensurados dentre as 10 piores do Norte

O Acre tem duas instituições de ensino superior nas 10 melhores da Região Norte, segundo dados do Índice Geral de Curso - IGC - (indicador do MEC criado na gestão do presidente Lula com o objetivo de mensurar a qualidade do ensino). A Universidade Federal do Acre – Ufac - ocupa a sexta posição, e o Instituto de Ensino Superior do Acre – Iesacre –, a oitava.

A Universidade Federal de Rondônia – Unir - é a melhor do Norte, com 284 pontos. Após a federal de Rondônia, o Estado do Amazonas apresenta as quatro melhores, duas federais e duas particulares. Mas também é o Amazonas que apresenta a pior do Norte: a Faculdade de Odontologia de Manaus – FOM –, com apenas 83 pontos.Em 2008, o Iesacre foi incorporado pelo grupo educacional Iuni. Na ocasião, seus alunos protestaram para que o ensino não fosse - pelo que diziam os acadêmicos - “contaminado pela metodologia pífia da Uninorte”

O destaque negativo para o Acre está para duas dentre as 10 piores do Norte. A Faculdade Barão do Rio Branco – FAB/Uninorte – é a nona pior, e a Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais Aplicadas Rio Branco – Firb -, a décima pior. 66% das faculdades acrianas obtiveram nota insatisfatória. A Faculdade de Teologia e Filosofia - Sinal - não recebeu nenhum conceito. Das outras oito restantes, seis foram avaliadas como fracas.
Outro destaque negativo para o Acre é que a FAB/Uninorte é a que tem o maior número de cursos mensurados, são 11, enquanto a média da dezena com as notas mais baixas são de apenas três cursos. A Uninorte teve ainda mais quatro cursos da Faculdade do Acre – FAC - avaliados. Assim sendo, soma 15 ao todo.

Culpados

Em entrevista ao jornal A Tribuna desta quarta-feira, 2, a diretora-acadêmica da Uninorte, Afra Maria, atribuiu parte da culpa aos alunos. Segundo a diretora, os estudantes que faltaram ao Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) contribuíram para a baixa nota da Uninorte.

Já o coordenador de Avaliações Institucionais do grupo Iuni - conglomerado que administra a Uninorte -, Carlos Raltw, optou por não atribuir culpas a ninguém. Apenas lembrou que há dificuldades para melhorar o desempenho dos alunos que chegam do ensino médio com graves falhas educacionais. O coordenador preferiu enfatizar que dados melhores irão aparecer nas próximas avaliações do MEC.

Dhony dos Santos, 25 anos, estudante do 4º período do curso de fisioterapia da Uninorte acredita que os baixos salários pagos aos professores contribuem para a incômoda posição que a faculdade ocupa junto ao MEC. O vice-diretor da Firb, Carlos Correia, disse ao jornalista Freud Antunes que é necessário “importar professores” para que se possam garantir as exigências do MEC.

O vice-presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Uninorte, Geovane Trindade, também em entrevista ao jornal A Tribuna, culpa a política administrativa da instituição pelo desempenho ruim na ponderação do MEC. Em outra ocasião, Trindade denunciou que o tempo das aulas presenciais havia sido diminuído e substituído por ensino virtual.

O Iesacre, que desde o ano passado integra o grupo Iuni, igualmente teve o tempo das aulas reduzidas. Algumas turmas de jornalismo tiveram reposição de aulas com cursos ministrados nas manhãs de sábados. No entanto, os cursos de administração e serviço social, justamente os analisados pelo MEC, não tiveram o mesmo tipo de reposição.

Ariany da Silva Vilhena, 19 anos, afirma que o ensino piorou depois da incorporação do Iesacre pelo grupo da Uninorte. “Poderíamos ter avançado mais pontos na avaliação do MEC”, diz. A Ufac avançou 10 pontos de 2007 para 2008, enquanto o Iesacre apenas dois. Mesmo assim, o Iesacre obteve avaliação superior ao de três universidades federais do Norte – a do Pará, Tocantins e Amapá.

A nota satisfatória do Iesacre é fruto do trabalho da equipe comandada pelo ex-diretor da instituição Sérgio Florido e da ex-diretora-acadêmica Zely Ambrós, que priorizavam a qualidade na seleção dos melhores professores do Acre. Muitos deles deixaram de compor o quadro da instituição, a exemplo de Nilson Euclides da Silva, mestre pela PUC de São Paulo.

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4 comentários:

Anônimo disse...

Ufa! pelo menos a boa notícia de que a UFAC e Iesacre estão entre as 10 melhores da Amazônia. Já basta a triste informação do G1 em que o Acre foi destaque pela falta de qualidade das faculdades.

Anônimo disse...

kkkkkkkk esse dce é maior erro naum faz nada! só sabe falar

Anônimo disse...

Parabéns pra Rondônia pelo sucesso na avaliação do mec

Anônimo disse...

Unimorte!!!!!!!!!!!!! do Acre