terça-feira, 16 de março de 2010

A institucionalização do preconceito





Assembleia acriana faz manobra para negar cadastro ao repórter “acorrentado”



O repórter que acorrentou-se no dia 11 de fevereiro em frente à Assembleia Legislativa do Acre – Aleac – em protesto a proibição de acesso à área de imprensa, José Carlos de Oliveira, procurou na manhã desta terça-feira, 16, a Secretaria de Comunicação da Aleac para efetivar seu cadastro de jornalista, como exigido pela “Casa do Povo”.



Portando Carteira de Trabalho sob o registro de número 183 da Delegacia Regional do Trabalho – DRT – (instituição federal com poderes para confirmar a legalidade da profissão de jornalista), José Carlos foi surpreendido com a negativa de seu cadastro. De acordo com o Subsecretário de Publicidade e Comunicação da Aleac, João Roberto Braña Bezerra, o repórter teria que resolver a situação junto ao Sindicado dos Jornalistas Profissionais do Acre – Sinjac – para ser aceito pela Assembleia.


O advogado Fernando Augusto Souza classifica a atitude da Aleac como “incoerente”, uma vez que o jornalista profissional não é obrigado a filia-se a sindicatos. “Jornalista não pode ser comparado a médico ou advogado que são obrigados a submeterem-se ao Conselho de classe. Jornalistas não precisam se quer de diploma de ensino superior”, lembra Souza.


Acostumada a cobrir os trabalhos legislativos, a jornalista Angélica Paiva da TV Gazeta considera como “bobagem” a exigência de sindicalização para ter acesso à área de imprensa da casa legislativa. “Não sou filiada ao Sinjac, a maioria dos jornalistas políticos que fazem a cobertura da Aleac também não são ligados ao sindicato”, afirma.



“Sou o único proíbido de entrar lá, é preconceito contra minha pessoa”, disse o jornalista José Carlos que é pré-filiado ao Sinjac na categoria de acadêmico, e, que agora - caso deseje - poderá filiar-se ao sindicato acriano.




O repórter é ainda assessor do líder do governo na Aleac, deputado Moíses Diniz (PCdoB).



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Acesso negado, vídeo
PROIBIDO , vídeo

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4 comentários:

Joana D'Arc disse...

José Carlos, Registre BO Boletim de Ocorrências Numa Delegacia de Polícia, Informando Todo Ocorrido Desta Negativa do Assessor ALEAC Para Que Sejam Apresentados Em Juízo, TCO Termo Circunstanciado de Ocorrências Exigirá a Apresentação do DOCUMENTO OFICIAL À TODOS INDISTINTAMENTE!!! Caso Contrário...EXIJA TODOS OS SEUS DIREITOS EM DESFAVOR DA MESA DIRETORA DA ALEAC Que Não Pode Fingir Que Nada Acontece, Pois, O Assunto é Público e Notório Inaugurando "A DISCRIMINAÇÃO INSTITUCIONAL NO PODER LEGISLATIVO NA ATUAL MAL FADADA LEGISLATURA! Estarei Anexando 'MATERIAL' De Publicidade Deste 'EPISÓDIO' No "RELATÓRIO QUE ESTOU REDIGINDO PARA A ANISTIA INTERNACIONAL" Aqui No Estado da Florestania Não Falta Acontecer Mais Nada!!! Agora Tem Até Policial Militar 'CANIBAL',É Nisso Que Dá Levar à Sério Essa BICHISSE DE FLORESTANIA!!!... Joana D'Arc, Advogada Ativista e Presidente U.S.O.S.- Organização Universalista Em Direitos Humanos

Anônimo disse...

Brava Joana. O Acre ainda tem pessoas, como você, que não se curvam ao abuso do poder econômico.

Parabéns

Anônimo disse...

Processa a Aleac mano! manda vê!!!

Edmilson Alves disse...

Para Joana D'Arc.

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