terça-feira, 25 de agosto de 2009

Saída de Marina é maior problema do PT para 2010, diz jornal inglês



Um artigo publicado nesta terça-feira pelo site do jornal inglês The Guardian destacou a saída da senadora Marina Silva (AC) do PT como "o maior problema a abalar" a sucessão presidencial no Brasil e a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Na opinião do colunista Conor Foley, Marina era a segunda maior personalidade internacional do PT depois de Lula e sua candidatura à Presidência em 2010 pelo PV pode não sair vitoriosa, "mas fatalmente irá enfraquecer" a candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Roussef.
O colunista também afirma que a candidatura de Dilma, a qual o PT espera que "se contagie com a crescente popularidade internacional de Lula", ainda está atrás dos dois potenciais candidatos do PSDB: o governador de Sâo Paulo, José Serra, e o governador de Minas Gerais, Aécio Neves.


O artigo do jornal inglês, intitulado "Brasil depois de Lula", enumera os "impactos" sofridos pelo PT nas últimas semanas. Entre eles, as acusações de corrupção no Senado contra o presidente José Sarney (PMDB-AP), definido pelo colunista como "o resumo do que muitos brasileiros consideram o pior da política do seu País". O artigo também comenta o fato do PT ter exigido dos seus senadores que apoiassem Sarney, o que provocou a saída de diversos políticos do partido, entre eles Marina Silva.


Na opinião do colunista, Marina representa "uma ligação mais profunda e emocional com as raízes do PT" do que os dissidentes do partido da época do escândalo do mensalão, como a deputada federal Luciana Genro (Psol-RS) e a ex-senadora Heloisa Helena (AL). Neste sentido, destaca dados da biografia de Marina, como o analfabetismo até o início da adolescência, o fato que ela se filiou ao partido junto com o sindicalista Chico Mendes, assassinado no Acre em 1988, e que foi a senadora mulher mais jovem já eleita no Brasil.


Por fim, o colunista conclui afirmando que o PT "sempre foi mais fraco do que o seu carismático líder", mas que a perda de Marina Silva "torna ainda mais difícil para o partido definir o que ele ainda representa".

Redação Terra

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