sábado, 29 de agosto de 2009

Marina Silva é 'criança da Amazônia' que abala o Brasil, diz New York Times

Com o título "Uma criança da Amazônia que abalou a política de um País", o jornal New York Times publicou neste sábado um perfil da senadora Marina Silva (AC). O texto contrasta a infância e adolescência da ex-ministra do Meio Ambiente "no coração da Amazônia" com o "ícone do movimento ambientalista" que ela representa hoje.

O artigo também destaca que Marina "abalou a política brasileira" ao anunciar sua saída do Partido dos Trabalhadores (PT) e sua filiação ao Partido Verde (PV), no qual poderá ser candidata à Presidência em 2010, e que sua história, "de uma mulher humilde que superou a pobreza extrema e a doença para se tornar uma das maiores forças da política brasileira", poderia ser "uma inspiração para o povo brasileiro em sua busca por um presidente para substituir" Luiz Inácio Lula da Silva.

O jornal afirma que "se esta mulher vencer, a história será feita", lembrando que o Brasil nunca teve uma presidente mulher e, ainda, com "origens negras".

O artigo do jornalista Alexei Barrionuevo narra a história de Marina, nascida na cidade de Bagaço, no interior do Acre, suas atividades como seringueira ao lado do pai e dos irmãos, e a hepatite que a atingiu seriamente quando tinha 16 anos e que a levou a buscar cuidados médicos na capital do Estado, Rio Branco.

O texto afirma, no entanto, que o passado de Marina com sérios problemas de saúde - além da hepatite, malária e contaminação com metais pesados -, poderia ser usado contra ela pelos adversários políticos em uma provável candidatura presidencial. O artigo destaca ainda o fato de que Marina perdeu a mãe com 11 anos de idade e duas irmãs mais novas por problemas de saúde relacionados a doenças como sarampo e malária.

O artigo conta também a juventude de Marina em Rio Branco, onde cursou a faculdade de História e começou a militar no movimento ambientalista da Amazônia ao lado do sindicalista Chico Mendes, assassinado em 1988.

Para o NY Times, sob o comando de Marina enquanto ministra do Meio Ambiente de Lula desde 2003, o Brasil "engendrou um plano nacional de combate ao desmatamento e criou reservas indígenas do tamanho do Texas". O artigo também cita dados que mostram a queda dos índices de desmatamento entre 2004 e 2007. Marina deixou o cargo de ministra em maio de 2008.

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