quinta-feira, 7 de maio de 2009

Crédito consignado exige cautela

Coluna Direito Cidadão
Todas as terças e sextas
Kelly Souza




Facilidades no acesso, marketing pesado e a possibilidade de tornar possível um sonho de consumo. É o que faz com que muita gente recorra às financeiras em busca do empréstimo consignado, descontado automaticamente na folha de pagamento.

No ano passado, 90% dos aposentados do Acre contrataram empréstimos desse tipo. O servidor público fez a mesma opção. O resultado: 98% do funcionalismo público está endividado. E o mais grave: tem trabalhador com mais de 50% do salário comprometido. O que é ilegal.


A prestação mensal não pode ultrapassar 30% do rendimento do trabalhador. A regra também vale para aposentados e pensionistas do INSS.O mais recomendável é avaliar os prós e contras. Pôr tudo na ponta do lápis. Primeiro saber se o orçamento está preparado para um salário 30% menor.
Se decidir contratar o empréstimo, o melhor é pesquisar. Visitar várias instituições financeiras em busca das melhores taxas e condições de pagamento. Dados pessoais nunca devem ser fornecidos por telefone.

O contrato também deve ser lido minuciosamente; e o texto deve ser claro, sem excesso de termos técnicos que possam dificultar a exata compreensão das cláusulas. Isso evita confusão.O trabalhador deve está ciente das taxas, valor das prestações e quantas são, encargos financeiros, dentre outros.

Segundo o IDEC (Instituto de Defesa do Consumidor), a principal causa de superendividamento é justamente a falta de compreensão, e as pessoas acabam ficando no “vermelho”, o que não é bom para ninguém, principalmente em tempos de crise econômica.

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Kelly Souza, é jornalista e acadêmica de Comunicação Social.

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