quarta-feira, 31 de março de 2010

Fila por uma educação melhor




Escola da iniciativa privada distribui fichas de matrículas enquanto escolas públicas registram péssimo desempenho no ensino

A Escola Fundação Bradesco da cidade de Rio Branco libera às sete horas desta quinta-feira, 1º de abril, mil fichas para inscrições de alunos.

Já é comum todos os anos: as filas começam no dia anterior e vai madrugada adentro.

Às 18 horas desta quarta-feira, 31, Sebastião Ferreira de Almeida saiu do trabalho diretamente para a fila. “Quero uma vaga para meu filho de seis anos porque aqui o ensino é mais rigoroso, tem qualidade pra mostrar”, disse.

Cadeira, guarda-chuva, água e café são itens de primeira necessidade para as centenas de pessoas da fila que sonham com uma vida melhor para os filhos. Opção correta, acreditar na educação é escolher o melhor caminho para o progresso material e para o crescimento pessoal.

Não há registro de filas semelhantes para matrículas nas escolas públicas no Governo do PT - e não é porque existam vagas suficientes para todos, não mesmo, o motivo é outro bem claro: falta qualidade no ensino.

Quando os petistas pararem de construir as escolas “bonitas” com o objetivo de repassar dinheiro público para as empreiteras e resolverem investir na educação de nossas crianças e jovens, esquecendo o concreto e seus preços exorbitantes. Aí as filas deixarão de ser uma exclusividade da escola mantida com recursos privados – Fundação Bradesco.


No índice de Desenvolvimento da Educação Básica – Ideb – do Ministério da Educação, com notas que vão de zero a dez, as escolas públicas estaduais acrianas registraram a nota 3,8 nas séries inicias e daí o ensino piora para 3,3 com as escolas do ensino médio. No ensino privado brasileiro, registram-se 6,0 nas séries inicias e 5,6 no ensino médio.

De acordo com informações do Bradesco - a instituição no Acre que é situada na Estrada do Calafate no Bairro Floresta - “atende alunos da Educação Infantil à Educação de Jovens e Adultos. Boa parte dos alunos mora nos oito conjuntos habitacionais da região com renda familiar média de dois salários mínimos”.

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