segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Regras de promoção causa polêmicas com professores de São Paulo


A promoção vale para os 130 mil professores do magistério paulista

Por Bruna Gavioli


Audiências públicas de projeto que altera regras de promoção de professores começam na Assembleia Legislativa em meio a protestos da categoria. O secretário de educação, Paulo Renato Souza, vai comparecer nessa semana aos legislativo para amenizar as críticas.

O salário dos profissionais de ensino pode chegar a R$ 7 mil, dependendo de histórico do docente e de notas em avaliações anuais. O projeto do governo de São Paulo já tramita na Assembleia Legislativa e, se aprovado, vai alterar as regras de promoção. A medida cria cinco faixas de vencimentos e tem o objetivo de tornar a carreira mais atrativa.

Atualmente, o magistério tem aumentos por tempo de serviço e cursos que aprimoram o currículo.

Além da análise da evolução do professor, uma prova vai definir o reajuste. No caso, um iniciante, que recebe R$ 1.834,00, vai esperar quatro anos para fazer a primeira avaliação.

Depois, os docentes com as melhores notas terão 25% de aumento e passarão para a segunda faixa e assim sucessivamente.

Ao final de 12 anos, o valor pode ser dobrado e alcançar sete mil reais no fim da carreira.

Em entrevista a Thiago Uberreich, secretário de Educação, Paulo Renato Souza, diz que espera já aplicar as provas aos professores já em 2010 e acrescenta que continua valendo o bônus por mérito que dá direito a mais três salários por ano a toda a rede de educação.

A coordenadora de Pedagogia da Unicamp, Ângela Soligo, não é contra as medidas, mas avalia que os docentes deveriam ter garantias de trabalho. No caso das provas de avaliação, o professor precisa tirar nota seis para subir da faixa um para a dois e assim sucessivamente.

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