sábado, 29 de maio de 2010

Dono de drogaria é preso por conta de medicamento consumido pela mãe



O proprietário da Drogaria Nunes, José Nunes, em Brasileia – Acre - foi preso e encaminhado ao presídio Francisco de Oliveira Conde em Rio Branco, capital, na Operação Castro realizada pela Polícia Federal e Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa – realizada de terça-feira 25 a sábado 29.

De acordo com uma funcionária, a irregularidade encontrada na drogaria foi um medicamento de uso da mãe do proprietário. “O remédio estava aberto. Ela consumia”, informa a trabalhadora que foi levada pela PF para prestar esclarecimentos e seguida solta.

O medicamento em questão é o Remazim Forte, um analgésico internacional que não pode ser comercializado no Brasil.

O dono da drogaria está em liberdade depois que o seu advogado impetrou Habeas Corpus. “Fui tratado como cachorro, humilhado”, diz José Nunes. Não vai ser difícil para Nunes provar inocência, uma vez que a PF teria encontrado uma única unidade de Remazim e ainda aberta, o que reforça o depoimento dos funcionários de que o remédio seria de consumo e não de venda.

Os proprietários da drogaria são unânimes em concordar com as fiscalizações da Anvisa e Polícia Federal, no entanto, reclamam da forma de abordagem. “Eles são agressivos, falam em tom alto. Tratam-nos como se fossemos bandidos”, diz um farmacista.

Já na Droga Acre, os fiscais da Anvisa exigiram Autorização Especial – AE – para que a drogaria permanecesse a vender medicamentos controlados. A exigência demonstra a fragilidade e o despreparo dos fiscais da Anvisa, pois de acordo com a alínea a, do parágrafo 10 da Portaria nº 6/99 drogarias e farmácias não precisam desta licença especial, somente as distribuidoras de medicamentos são obrigadas a possui-lá.
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“Nós temos endereço fixo, declaramos imposto de renda, pagamos nossos tributos, geramos empregos, movimentamos a economia. Se alguma empresa tem alguma irregularidade deve responder por ela. Mas devemos ser tratados com respeito”, diz a dona da Droga Acre, Adanilza Goreth.

Goreth chegou a apresentar a Autorização de Funcionamento da Empresa – AFE - expedida pela Anvisa (veja imagem. clique para ampliar) com validade até setembro. Contundo o fiscal teria negado-se a aceitar o documento.
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