quarta-feira, 21 de abril de 2010

Brasília 50, um peso para os brasileiros


Neste feriado de Tiradentes, 21 de abril de 2010, a atual capital dos brasileiros – Brasília – completa 50 anos de sua inauguração. Promessa de campanha eleitoral, prevista constitucionalmente, construída sob auspícios do governo Juscelino Kubitschek – o lendário JK.

Brasília é impagável, para construí-la, JK endividou o País com empréstimos internacionais. E, fez pior. Surrupiou o dinheiro da Previdência Social. Por que nossos aposentados recebem uma miséria de salário? Juscelino e os militares têm à resposta. Em seus devaneios, cimento vale mais que seres humanos.


Por que o nosso salário mínimo é R$ 510,00 e não R$ 2 mil como deveriam? Mais uma vez, ‘nosso suado dinheirinho’ alimentou as loucuras de JK e, depois, dos militares - que uma vez no Poder se divertiam a matar pessoas, principalmente, em Brasília - sede do terror.


Brasília – a moderna capital, símbolo arquitetônico, tombada como patrimônio mundial, impôs ao Brasil, um atraso de 100 anos. Foi ali, logo em seu nascimento, nos idos das décadas de 60 e 70 foi que intensificou-se a injustiça social. Antônio Delfim Neto – ministro da economia no “milagre brasileiro” - dizia que era necessário “concentrar o bolo para depois distribuir-lo”, ou seja, concentrar renda, colocar dinheiro nas mãos de uma minoria, como de fato, foi feito.


A distribuição nunca veio. Brasília está entre as cidades mais injustas do planeta. E o Brasil lidera entre os países mais desiguais.


Brasília é um peso pesado para os brasileiros. A cidade não produz para se sustentar. É custeada pelos altos impostos cobrados de toda a Nação.


Delfim Neto que deveria está na cadeia, escreve uma coluna na revista petista Carta Capital e, hoje, é aliado conselheiro do presidente Lula. Triste País o nosso, comemoramos quando deveríamos refletir, festejamos a morte quando deveríamos lutar para evitá-la. Brindamos a desigualdade quando deveríamos exterminá-la.


Nesta quarta-feira, Brasília está em festa. Metrô grátis, atrações como a cantora baiana Daniela Mercury, Zélia Duncan, Raimundos animam o circo brasiliense.


É como disse o poeta Renato Russo: “Vamos festejar a estupidez humana”, pois que País é este? Este é o Brasil.

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1 comentários:

dEVO disse...

Parabéns Cara!