segunda-feira, 24 de maio de 2010

Ricardo Molina no Acre


Perito do famoso “caso P C Farias” se diz, positivamente, surpreso com Acre

Por Djahnaine Oliveira


58 anos de idade e 20 anos de carreira dedicados a profissão de técnico em fonética forense do Brasil. Trata-se do perito Ricardo Molina que esteve no início da semana passada visitando nosso Estado. Molina que é carioca, e atualmente mora em Campinas, SP, faz uma média de 100 laudos por ano, juntamente com sua equipe. O trabalho do perito consiste principalmente em analisar arquivos de áudio e vídeo, mas também atua em outras áreas.

Numa visita de quase três dias a Rio Branco, ele me confessou que ficou surpreso com a cidade, e que o Acre era um dos poucos lugares do Brasil que não conhecia. E acrescentou que nós temos um baixo índice de criminalidade, e até brincou de que nós vivemos no paraíso e não sabemos.

Professor Molina desenvolveu sua tese de doutorado em ciência da computação, mas por está associado com laudos de exames de gravação, ficou famoso nacionalmente pelo caso do ex-ministro do Trabalho e da Previdência Social Antônio Rogério Magri, ocorrido em 1992, no governo Collor. Numa fita gravada por Volnei Abreu Ávila, na época diretor de Arrecadação e Fiscalização do INSS, Magri admitia ter recebido uma propina de 30.000 dólares para facilitar a liberação de recursos do FGTS de uma empresa para uma obra no Acre, em 1991.

Outro caso de grande repercussão no país foi o caso P.C. Farias, ocorrido em 1996. De acordo com o perito, o caso ainda é intrigante, pois devido aos estudos feitos pelo mesmo, não se tratou de crime passional, porém, mesmo sem saber os verdadeiros culpados, o caso foi arquivado, e que aparentemente o caso parece se tratar por uma conjuntura política que se criou na época. “Até hoje quando tentamos falar com as pessoas envolvidas direta ou indiretamente tem ligação com o caso, ninguém abre a boca”, conclui.

Ricardo Molina elogiou a cidade, mas alertou para os perigos desta crescer demasiadamente, ressaltando que temos uma situação privilegiada por ainda termos ar de boa qualidade, sem muitos transtornos no trânsito e preservamos boas características de cidades não metropolitanas.

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