domingo, 22 de março de 2009

“Pobre não pode falar alto”

Sorriso para foto e fala séria sobre à casa

Edmilson Alves

RIO BRANCO - Consciente de que perderá sua casa, em razão da construção da quarta ponte sobre o Rio Acre, a moradora do bairro Seis de Agosto, Florentina Pereira da Silva, 78 anos - dos quais 25 anos na mesma casa, desabafa: “pobre não pode falar alto”. A moradora, angustiada com a construção ao lado de sua residência, revela, “queria ficar”.

Florentina recebeu, ontem, estudantes de Serviço Social do Instituto de Ensino Superior do Acre – IESACRE, que fazem trabalho de campo sobre os impactos da edificação da nova ponte, a aposentada expõe seu desejo de continuar morando no bairro. Para ela é perto do centro, evita os transtornos do precário transporte coletivo da capital.

O medo da aposentada é o mesmo de muitos habitantes do bairro. Até o momento, sem nenhuma visita formal de equipe do Governo do Estado para esclarecimentos, residentes temem o valor da indenização a ser pago em razão da desapropriação de suas casas. Eles querem um valor que os mantenham próximo ao Centro da cidade, exatamente como vivem hoje.


Acadêmicos de Serviço Social estudam impactos da obra

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