segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Voto de eleitor comprova: não fosse divisão da oposição não haveria segundo turno




Ao contrário de todos os prognósticos de “erro da oposição” acriana ao se dividir no primeiro turno das eleições 2012, em Rio Branco (AC), a estratégia foi assertiva, não fosse os 6% dados a Fernando Melo (PMDB) e Antônia Lúcia (PSC) -  já que Peregrina (Psol) e Leôncio Castro (PMN) não pontuaram -  o petista Marcus Alexandre teria garantido vitória nesse domingo (07), exatamente como ocorreu há dois anos quando Tião Viana saiu vitorioso para governo do Acre por pequena margem de votos.

Naquele ano de 2010, o candidato Tijolinho não pontuou, e foi por isso que Tião Bocalom foi derrotado, sem chance de uma segunda rodada.
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A oposição acertou e saiu vitoriosa, a única chance é a disputa de 2º Turno, não fosse isso teria que esperar à próxima eleição e depois a próxima eleição, etc.

Não adianta culpar a TV Acre e o Instituto Ibope, já era previsto que o as pesquisas seriam fraudadas, e de fato foram manipuladas. Mais uma vez, eles desviaram 10% das intenções do eleitorado. Apontou Bocalom com 34%, mas o tucano obteve 43,85%. A mesma desonestidade de 2006, 2008 e 2010.

Não adianta culpa o poder econômico da Frente Popular, eles abusariam da montanha de dinheiro proporcionada pela máquina de governo, como de fato o fizeram com promessas inócuas e mais uma rodada da mesma enganação de décadas.

Não adianta culpa a mídia, já era sabido que eles manipularia todos os canais de comunicação social.

Não adianta culpar o amadorismo da comunicação de campanha de Bocalom, pois Fernando Melo mesmo com ótima mídia foi inexpressivo em votos.

Não adianta comparar capital com interior, são realidades distintas de um mesmo Acre que pede mudança e luta contra a oligarquia dos coronéis Vianas. 

O que de fato adianta é a luta pela institucionalização do Estado do Acre, é imprescindível que o Poder Judiciário seja justo; que o  Ministério Público seja atuante;  que as policiais Militar, Civil e Federal hajam com rigor; que a imprensa exerça sua natureza de fiscalizar os poderes; que o parlamentares legislem para a sociedade. 

E isso só será possível se todo acriano, seja ele petista ou não, exija que todas as campanhas sejam guiadas por princípios de democracia, honestidade e combate aos abusos do poder.

Enfim, o que falta ao Acre é o mínimo de atuação institucionalizada para que finalmente a democracia possa triunfar sobre o atraso de quaisquer milícias que possam ocupar o poder, que quadrilheiros não sejam os guiam de nossa sociedade acriana.
 

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