AUTOATENDIMENTO
quinta-feira, 12 de março de 2009
Construções em Porto Velho registra série de desastres
quarta-feira, 11 de março de 2009
Site divulga vídeo de incidente no Porto Velho Shopping
O site Rondônia Agora ( http://www.rondoniagora.com/ ) divulga vídeo que registrou instantes após o incidente no Porto Velho Shopping, hoje por volta das 18 horas, parte de sustentação e do forro, próximo a escadaria central, veio abaixo.
Veja vídeo:
Desastre: desaba sustentação e forro do teto do Porto Velho Shopping.
Até o momento acredita-se que três pessoas foram feridas.
As informações sobre o incidente ainda são pouco seguras, a direção do shopping não se pronunciou e tem impedido o acesso da imprensa ao local.
O Jornalista Eliânio Nascimento, do site de notícias Rondônia Agora, foi agredido e detido por seguranças do Shopping, segundo o site, o jornalista foi obrigado a apagar fotos que registrou o momento do sinistro.
Pedofilia X Aborto: Qual o valor de uma vida?
Você já observou como a pedofilia está estampada ultimamente? Quando vemos um jornal não é raro encontrar uma matéria relacionada ao assunto, ou algum crime ocorrido. Lamentável que existam “pessoas” que cometem essas atrocidades. Que não têm amor e respeito pelo próximo.
São tantas as notícias de abuso sexual contra menores, que ocorre o risco de isso se tornar tão banal que a sociedade não se choque mais com essa violência e passe a se acomodar.
Esta semana foi jogado em xeque, mais uma vez a posição da Igreja frente ao aborto, o arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, disse que a mãe da garota de 9 anos que estava grávida de gêmeos, e os médicos responsáveis pela interrupção da gravidez da criança foram excomungados. Dado a um dos mandamentos da Lei de Deus “Não matarás”.
Além de representar um risco à vida da menor, foi também conseqüência de estupro. Os médicos tomaram a decisão mais acertada, por que a vida de uma inocente foi preservada. Aí entra a questão complexa do poder que a Igreja diz exercer sobre as pessoas. Seria bom se fosse verdade, se as pessoas seguissem regras, obedecessem às leis, respeitassem uns aos outros e principalmente se amassem ao próximo como a si mesmo! Desta forma não teríamos tanta violência estampada nas páginas dos jornais.
O arcebispo se manifestou quanto ao aborto, mais a vida desta menina foi abortada também, ou ele acha que ela não vai ter traumas e lembranças, a inocência dela foi destruída. Quem tem direito de julgar qual vida é mais importante? Ou que crime é mais aceitável?
segunda-feira, 9 de março de 2009
Acre já tem as cinco mais belas que representarão Estado em São Paulo
Garotas foram selecionadas entre 564 candidatas; todas são reconhecidamente carentes
Quadro apresentado pela jornalista Denise Barra vai ao ar no Programa Hoje em Dia, daqui a duas semanas e meia (Foto: Luciano Pontes/Agazeta.net)
Acre - Beleza na Comunidade. Veja fotos do desfile.
As garotas Lylian Maia dos Santos Silva , Tatyellen Mendonça Cardoso, Cybelle Félix do Nascimento , Gabriela Alencar da Silva e Letícia Lozano Onofre são as escolhidas.
Acre - Beleza na Comunidade. Veja fotos dos bastidores.
orkut: arteamplla@yahoo.com.br
ou: procure por: Edmison Alves
sexta-feira, 6 de março de 2009
Beleza na Comunidade promete lotar Ginásio do SESI.
Por Edmilson Alves
O evento é gratuíto e vai ao ar para todo o Brasil.
A região Norte foi destaque no edição de 2008 do concurso, as duas primeiras colocadas são da Amazônia. Amapá em primeiro e Acre em segundo lugar.
quinta-feira, 5 de março de 2009
A CIÊNCIA CONTÁBIL COMO CIÊNCIA ÚNICA.
Mais detalhadamente o Mestre “Antonio Lopes de Sá”, em sua Obra Prima “Dicionário de Contabilidade” 9ª. Edição especifica categoricamente a Contabilidade como a Ciência que estuda os fenômenos patrimoniais nos aspectos aziendais, e tem como objeto o estudo ao sistema das riquezas aziendais. E ainda especifica que quem deu vestes cientificas à Contabilidade foi “Francesco Villa”, por volta de 1840. Relatando que os registros em forma Contábil data de 8.000 mil anos, e é categórico quando afirma que o historiador “Federigo Melis” a divide em: Idade Empírica de 8.000 mil anos a 1.202 anos d.C. Idade de sistematização; de 1.202 anos a 1.494 anos; idade da literatura Contábil de 1.494 anos a 1.840 anos, e Idade cientifica de 1.840 anos até os dias de hoje.
O Mestre Antonio Lopes de Sá detalha em sua Obra, especificamente todas as formas Contábeis que conhecemos nacionalmente, Contabilidades: Administrativa, Agrícola, Analítica, Aplicada, Associativa, Autárquica, Autônoma, Auxiliar, Bancária, Comercial, Cooperativa, Criativa, Custos, Departamental, Recursos Humanos, Seguros, Transportes, Doméstica, e muitas outras... Porém com todo respeito ao Mestre, e no meu simples e humilde conhecimento, vejo como redundante quando especifica as Contabilidades “Pastoril”, e “Rural”, pois inicialmente tem o mesmo sentido.
Recentemente a RBC, Revista Brasileira de Contabilidade em sua edição setembro/outubro de 2008, com um Esplêndido “Artigo” na página nº. 79, por “Paulo Henrique Feijó e Maria Clara Cavalcante Bugarim”, Especialistas de longo conhecimento e estudos aplicados à Ciência da Contabilidade; intitulada pela portaria MF 184/2008, que mostra como um marco para implantação do Novo Modelo de Contabilidade Aplicada ao Setor Público. Iniciando-se em que relata que o País está vivendo um novo momento de avanços, que pode ser considerada uma verdadeira revolução contábil. E ainda na página nº. 83, que expõe o seguinte: O “Ministro da Fazenda”, no uso das atribuições, e tendo em vista o disposto no parágrafo segundo do art. 50 a Lei complementar nº 101, de 4 de maio de 2000 – Lei de Responsabilidade Fiscal, e feita as devidas considerações, no artigo 5º do Decreto nº 3.589, de 2000, complementadas pelas atribuições definidas no inciso XVII do artigo 10 do anexo I do Decreto nº 6.531, de 04 de agosto de 2008, e conforme artigo 18 da Lei nº. 10.180 de 6 de fevereiro de 2001;
Resolve:
No Art. 1º. Determinar a STN - Secretaria do Tesouro Nacional, o desenvolvimento das seguintes ações de promover a convergência às Normas Brasileiras de Contabilidade publicadas pela International Federation of Accountants – IFAC e às Normas Brasileiras de Contabilidade aplicada ao Setor Público editada pelo Conselho federal de Contabilidade – CFC, respeitados os aspectos formais e conceituais estabelecidos na legislação vigente. E ainda relata no Art. 2º. De normas contábeis aplicadas ao “setor público”, e não mais como “Contabilidade Pública”, e no Art. 3º. Que a portaria entra em vigor na data de sua publicação.
Portanto, diante de todo o exposto, resta evidenciar que a Contabilidade é uma Ciência única, tendo como finalidade o Estudo patrimonial das entidades, sejam elas Públicas, Comerciais e tantas outras, e com um só fim.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
BIBLIOGRAFIA, Teoria da Contabilidade – Sérgio de Iudicibus. – 6. Ed. São Paulo: Atlas, 2000.
segunda-feira, 2 de março de 2009
Fantástico visita as cidades com os menores IDHs do país. Jordão - Acre está na lista.
Veja vídeo.
Site do Fantástico:
1° de março de 2009.
Fantástico visita as cidades com os menores IDHs do país
Falta água, alimentos e empregos nas cidades.
Imagine viver num lugar onde a gasolina é mais cara do que na Europa. Onde um quilo de cenoura ou de tomate pode chegar a R$ 8. Onde existem crianças que nunca tomaram um banho de chuveiro.
Esses lugares ficam bem aqui no nosso país. Jordão e Tarauacá, no Acre; Manari, em Pernambuco; e Traipu, em Alagoas. É o Brasil dos excluídos, onde se encontram os menores índices de desenvolvimento humano do nosso país.
O Fantástico convida você a fazer conosco uma viagem pelo Brasil profundo que a população das grandes cidades não conhece.
No alto do morro fica Traipu, agreste de Alagoas, 25 mil habitantes. Logo ali embaixo corre o rio São Francisco.
Mas a água do rio é suja e não serve para essa população que espera na sombra pela chegada do caminhão-pipa. "Sai muita confusão, muita gente briga pela água", revela uma mulher.
De repente, o caminhão-pipa chega. Umas mulheres ainda têm força pra brigar pela sua vez.
"Ei, bota nesse aqui!", pede uma jovem.
Outras parecem cansadas de guerra.
O que o caminhão do governo traz uma vez por semana não dá para todos. Água encanada por aqui ainda é promessa. Qualquer pouquinho é bem-vindo.
A 130 quilômetros dali fica a cidade de Manari, no sertão de Pernambuco, onde vivem pouco mais de 17 mil pessoas. Ali, água encanada só existe nas cobranças.
“Chega o papel da água, mas não chega água. Só chega a cobrança e nada da água”, reclama o desempregado José Aureliano da Silva Filho.
Em sete meses, José Aureliano já recebeu mais de R$ 100 em contas de uma água que nunca viu.
“A gente fala para eles, eles falam que vão ajeitar para chegar a água pra cá. Como é que a gente vai pagar uma coisa que não consome? Aí não tem condições. Eu tenho que ir até na cisterna do hospital ali, e pego água. Venho e trago, boto no pote. Encho o pote ali. É como a gente sobrevive”, explica José.
Os filhos de Maria Rodrigues nunca tomaram um banho de chuveiro na vida.
"Nós tomamos banho de balde, e banheiro não tem. Quando a pessoa quer fazer as necessidades vai para o mato”, conta a dona-de-casa Maria Rodrigues.
Dona Maria jamais teve um emprego.
Fantástico: É difícil arrumar emprego aqui?
Maria: Vige. Aqui não existe isso para pobre, não.
José e Adelma também são desempregados, como quase todos em Manari. Vivem com o dinheiro de benefícios do governo e ajuda de parentes.
“A mãe dele nos ajuda um pouco. Se não fosse isso, a gente passava necessidade”, diz a desempregada Adelma da Silva.
Na língua indígena tupi 'amanari' quer dizer água da chuva.
Não é à toa que a cidade fica tão alegre quando chove.
A população aproveita para encher os baldes. Tomar banho. E a criançada brinca nos barris e caixas d'água.
No outro extremo do país, mais de três mil quilômetros a oeste dali, encontramos Jordão, estado do Acre. Um dos lugares mais remotos do Brasil. Cerca de 6.300 pessoas vivem lá.
“Isso aqui é o fim do mundo. Foi onde o vento fez a curva. O pessoal até fala um ditado 'onde o sabão não lava'", brinca o comerciante Dionísio de Farias.
Jordão fica a uma semana de barco de Tarauacá, também no Acre, município do qual depende para abastecimento.
O barqueiro Radamés Lopes acabou de voltar de lá, onde foi comprar material de construção.
'”Levei sete dias para vir de Tarauacá até aqui", conta o barqueiro.
Fantástico: Sete dias naquele barco? Como é que é essa viagem?
Radamés: A viagem é difícil. Você sai às 5h. Encosta de noite muitas vezes. Dorme dentro do barco, bebe a água do rio mesmo.
O isolamento é tamanho que muitas pessoas jamais viram um chuchu, por exemplo.
“Se você perguntar aqui na cidade, de cem pessoas, duas ou três vão saber o que é chuchu", diz Dionísio.
“Chuchu é luxo e não existe”, diz o vice-prefeito. "Aqui, se falar em chuchu, a pessoa pensa que você está chamando alguém de bonitinho. Não sabem o que é chuchu aqui”, explica o comerciante Dionísio.
Traipu, Jordão e Manari são as três últimas colocadas na classificação do IDH dos municípios brasileiros. IDH é o Índice de Desenvolvimento Humano, medida criada pela Organização das Nações Unidas para avaliar a qualidade de vida no mundo. O cálculo do IDH leva em consideração três fatores básicos: expectativa de vida, nível de educação e a renda da população.
Todos eles quesitos em que as três cidades tiram notas muito baixas.
A última colocada de todas é Manari, campeã brasileira da mortalidade infantil e segunda menor renda per capita do país. Lá, as poucas pessoas que têm emprego ganham menos de um décimo do salário-mínimo determinado pela Constituição.
Fantástico: Você trabalha?
Maria Charliana da Silva, doméstica: Trabalho.
Fantástico: Que tipo de trabalho?
Maria: Em casa de família.
Fantástico: Quanto você ganha por mês?
Maria: R$ 40.
Fantástico: A senhora trabalha todo dia?
Maria: Todo dia. É o único emprego que tem para a pessoa trabalhar aqui. Não tem outra coisa para a pessoa trabalhar por aqui. Tem que ser isso mesmo.
Fantástico: A senhora tem bolsa-família? Quanto a senhora recebe?
Maria: R$ 82.
Jane da Silva nasceu em São Paulo e foi morar em Manari em 2001. Ela trabalha na prefeitura.
“Eu tenho uma empregada na minha casa e eu pago R$ 40 para ela por mês. Ela não lava, não faz a comida, mas limpa todos os dias a minha casa. E em junho do ano passado, eu fui para São Paulo, passei dois meses lá. Para não ficar sem fazer nada, eu tenho um primo meu lá que estava sem empregada, e eu fui ficar na casa dele, para não deixar ele na mão com a família. Ele me pagava R$ 50 o dia. Eram três vezes por semana. A diferença é essa: R$ 40 ao mês e 50 ao dia.
As pessoas daqui ganham de R$ 30 a R$ 60. Mais do que isso não ganha”, explica Jane.
Salários maiores, só para quem presta concurso público e trabalha na prefeitura. Como 86% dos habitantes de Manari sabem escrever apenas o próprio nome, muitos acabam procurando uma alternativa.
“Todas essas pessoas são agricultores. E sendo agricultor, a lei permite a ele um abono do governo federal de auxilio maternidade em torno de R$ 1500. Então, uma das razões de ter muita criança aqui - na minha concepção - é por receber R$ 1500. Por isso que tem muita criança em Manari", explica Osvaldo Pita, secretário de Saúde.
“Ela mesma, minha esposa, quando está com oito meses de gravidez, já está programando o que vai comprar. São R$ 1500, onde ninguém ganha um dinheiro desse nem no decorrer de um ano. Então, o que acontece? Ele vai programar comprar uma vaca, comprar um aparelho de garrote ou dar uma arrumada na casa, comprar antena parabólica e fogão ”, conta o agricultor Cícero Vieira dos Santos.
“Eu tenho uma paciente aqui que ela teve 20 crianças, aliás, 21 crianças. E eu me bati muito com essa pessoa para que ela fizesse uma cirurgia, uma laqueadura para não ter mais crianças. E com muito trabalho eu consegui com que ela fizesse essa cirurgia. Ela me disse uma coisa interessante: 'Seu Osvaldo, eu me arrependi dessa cirurgia’. Eu disse: ‘Por que? Você não está se dando bem?’ Ela disse: 'não, porque eu deixei de receber meu dinheirinho todo mês, todo ano’”, conta o secretário.
Nesta época do ano é inverno em Jordão e Tarauacá. No inverno, a estrada que liga Tarauacá à capital, Rio Branco, fica impraticável. O motorista Edson Ferreira atravessou os 446 quilômetros da estrada recentemente. Levou 50 dias.
Repórter: Numa estrada boa em quanto tempo você faria essa viagem?
Edson: Eu faria em seis horas. E pela primeira vez que nós fomos, quando nós conseguimos voltar, pegamos a estrada meio ruim e gastamos um mês e 20 dias de viagem.
Sem a estrada, durante os meses do inverno, o abastecimento fica ainda mais comprometido. Produtos frescos só chegam de avião. E chegam muito caros.
"Você que quer encontrar verduras, frutas e legumes novinhos, frescos, que acabaram de chegar no voo das 11 horas, direto de Rio Branco?”, anuncia um vendedor.
“Quando se chega no Jordão - às vezes que chega quando um comerciante resolve trazer - é R$ 6 um quilo. Tanto faz ser da cenoura, da beterraba, do tomate. É R$ 6 a R$ 8. Normalmente é R$ 8. E às vezes, como hoje, não tem isso município", conta Elson Farias, vice-prefeito. Até os comerciantes reclamam dos preços que cobram.
"Eu cobro R$ 2 por duas tangerinas. E daria muito mais que dois reais se eu pesar porque o quilo custa R$ 7. Vou por na balança: 400g dá R$ 2,87. Eu acho caro; caríssimo. Eu me sinto ofendido. Mesmo sendo comerciante. Estou ganhando meu dinheiro com isso, mas não gosto de fazer isso.
Mas é o jeito. ”, avisa o Carlos Wagner da Silva,
Dona Maria Luciléia Oliveira é professora. Vive às voltas com o preço dos alimentos.
“A dúzia de ovos custa R$ 5. Só comprava ovos quem tinha condições mesmo e para comer. Para fazer bolo ninguém fazia não. E tudo é sacrificoso. Filé de peito de frango então nem se fala. De primeira era R$ 18 o quilo. E quem que ia comprar um quilo para dar de comer a 10 pessoas? Ia pegar cada um uma isca. Não tinha condições”, conta Maria Luciléia.
O preço médio do litro de gasolina na Inglaterra equivale a R$ 3,10. Em Jordão custa bem mais que isso: R$ 4,30.
Fantástico: Quanto você vai pagar por isso?
Cliente: R$ 8,60. É muito caro.
Fantástico: E pra que é essa gasolina?
Cliente: É pra subir na aldeia. Para usar no motor de barco.
Como é que faz para o taxista trabalhar com esse preço da gasolina?
“Rapaz, é o jeito que tem. A gente se adapta ao sistema”, diz o taxista Manuel Gomes.
O transporte aéreo é ilegal. A pista de pouso de Jordão não é homologada pela Anac, Agência Nacional de Aviação Civil.
“Acontece que nós moramos numa região dificultosa. Primeiramente, essa pista nem existe nos registros da Anac. Você vem para cá fazendo notificação de voo e plano de voo para outras cidades. Você faz Freijó e vem parar em Jordão. Essa pista não existe. Para a Anac, ela não existe, mas todo mundo sabe que opera aqui.", diz o piloto Leandro Santos.
Jordão, segundo pior IDH do país, é campeã nacional de crianças fora da escola. E com um custo de vida tão alto, tem a quarta pior renda per capita de todo o Brasil.
Na zona rural de Traipu, dona Noêmia Cordeiro de Melo bem que gostaria de ter água limpa para cozinhar.
“O arroz, que é branquinho, fica com aquela nata amarela em cima porque a água não é limpa", explica.
A terra é tão seca que nada cresce.
“É seco, não planta nada, Não dá para tirar nada da terra. Nada, nada, nada. A vida de todo mundo aqui ao redor é essa, de todo mundo. Hoje o que eu tenho para os meus filhos só é isso aqui. Mais nada. Feijão com farinha. Eles vão comer esse feijão ao meio-dia com farinha. Agora, de noite, eu faço um pouquinho de arroz e a gente come com feijão. Arroz só uma vez por dia e o feijão é duas vezes”, lamenta Dona Noêmia.
Dona Noêmia recebe o benefício bolsa-família, e, com ele, consegue fazer uma vontade da filha.
“Caldo de galinha, minha filha gosta. Ela pede para comprar. Ela mesma quem faz. Bota água para ferver, aí bota isso aqui dentro, quando desmancha, ela bota o arrozinho dela e come ela e os irmãos. O maior sonho dela é ter uma boneca que chora. Mas eu não posso dar. Eles brincam ali no juazeiro com pau, tampa de garrafa. É a brincadeira deles, eles não têm brinquedo para brincar porque eu não posso dar. O meu marido estava aqui, mas porque não suportou a vida da gente e foi-se embora. Está em São Paulo. Deve estar trabalhando, eu não sei. Não, mandou R$ 1 ainda. Ele foi no final do ano. E eu fiquei aqui mais meus filhos, e seja o que Deus quiser”, revela.
No Brasil dos excluídos, onde meninos ainda brincam de pião e crianças cuidam de crianças, há quem confie nos rezadores para tratar da saúde.
"Em nome de Jesus eu te curo, em nome do Espírito Santo. Dor de cabeça, dor ciático, sol, constipação e dor ciática. Em nome de Jesus te curo”, diz o rezador.
Fantástico: Como a senhora se sente?
Mulher: Me sinto bem. Melhor da dor de cabeça.
Fantástico: É normal aqui na região?
Mulher: É, tem muito rezador.
Fantástico: É melhor que remédio?
Mulher: Às vezes é.
Quem mora no Brasil dos excluídos e enfrenta uma fila do leite que muitas vezes não dá para todos só quer uma coisa da vida.
“Eu não quero que os meus filhos sejam analfabetos que nem que eu sou analfabeto. Eu digo por mim, porque se eu fosse, tivesse leitura hoje, não via um sofrimento desse. Vivia não. Que a mãozinha está cheia de calo, toda doída”, diz o agricultor João Vicente da Silva.
E a vida apenas segue.
Fantástico: Como sustenta a família de oito filhos e a esposa?
João Vicente: Vai tapeando. É o que o cara usa, o que o cara guarda. Feijão, farinha, milho e vai vivendo. Não é uma vidona de beleza, mas dá para tapear.
"Feliz do pobre quando tem a farinha, o arroz e o feijão. Essas três coisas são essenciais para o pobre. Quando não tem, come angu d'água, farinha d'água. Que é a água, o sal e o óleo. Jacuba, que chama. É ruim, é ruim comer jacuba, mas é o jeito”, conta a professora Maria Luciléia.
“Aqui é sofrimento triste. Vocês que vivem num lugar que tem água, que tem recurso, que tem tudo, tudo bem. Mas quantas vezes eu tive vontade de vender minha casa para ir para um lugar que tivesse água, um lugarzinho mais ajeitadinho, que tivesse um serviço para a gente. Porque a gente tem 70 anos, mas ninguém é morto, não. A gente ainda faz alguma coisa”, desabafa Aurelina da Conceição, de 70 anos.
domingo, 1 de março de 2009
Drogaria Popular e Hoje Cosmetics Inauguram Sexta Loja.
Por Edmilson Alves.
Tudo pronto para inauguração da sexta loja da Drogaria Popular e Hoje Cosmetics, que será amanhã, dia 02 de março, às nove horas da manhã, em cerimonial aberto ao público na Rua Getúlio Vargas, 1015 – Esquina da Alegria – próximo ao Palácio Rio Branco.
O novo endereço é privilegiado. Sua proximidade com o Palácio Rio Branco (Sede do Governo Estadual e Ponto Turístico da Capital) revela a estratégia das marcas: Drogaria Popular e Hoje Cosmetics. O local é um dos mais movimentados do Estado. As empresas que já são assíduas na memória da população ficam em maior evidência. “É impossível passar na Esquina da Alegria e não ver essa loja. Seja de carro ou a pé”. Diz o aposentado Joaquim da Costa, 74, frequentador do Senadinho – nome dado ao local de encontro das pessoas da terceira idade que ali se divertem, as quartas e sextas, ao som de valsa e forró.
Para o proprietário da Rede Popular, o empresário Edson de Oliveira, 34, a finalidade de mais uma loja é facilitar cada vez mais a vida de seus clientes. “O principal objetivo é atender todo o público da capital. Essa nova loja será modelo em variedade de produtos e excelência de atendimento. Além do acesso facilitado”.
Outra novidade que segue a inauguração da nova loja é distribuição de produtos para clientes que efetivarem o cartão 24 horas da Rede Popular. O cartão da Rede traz vantagens como o financiamento, sem juros, das compras que podem ser parceladas em até três meses. “Se alguém te vende algo quando você está sem dinheiro. Isso te cativa”. Lembra Rosa Maria Silva, 40, moradora do Bairro Vitória - ao falar da sua relação com a Drogaria Popular. Dona Rosa faz questão de elogiar o atendimento familiar proporcionando pelas marcas.
Já o taxista Francisco Braga, 38, ressalta a importância da Drogaria Popular e Hoje Cosmetics como empresas acrianas, citando sua capacidade de empregabilidade e reinvestimento dos lucros no próprio Acre. Braga ainda citou algumas vantagens que tem como cliente: “É uma ótima opção pra população. Tem 0800, são vários pontos bem localizados. Quando você precisa de um produto tem à pronta entrega. Tem o cartão que você pode comprar e pagar só depois”.
Após a inauguração, a loja funcionará de segunda a sábado das 7h às 19 horas.
Clientes elogiam as marcas acrianas.
Aliamento de produtos dará mais rapidez ao atendimento.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Futurus Incertus- Sandice suíça.
Vejam esta insensatez do jornalismo suíço:
Círio, demonstração de fé
Este ano (2008), o círio de Nossa Senhora de Nazaré, em Rio Branco, foi o mais lindo e mais significativo na história da igreja, porque a Catedral comemora o seu jubileu.
Não faz muito tempo, uma senhora me abraçou comovida, lá na Catedral, após a celebração da Eucaristia e me disse: “Muito obrigada, porque hoje eu participei da missa pela primeira vez, graças à senhora; até então eu vinha, mas não participava porque não sabia”.
Nenhum culto religioso tem maior valor do que a celebração da Eucaristia! Em qualquer lugar do mundo onde um ministro ordenado (presbítero), ou seja, um padre, rezar uma missa, acontecerá o milagre da transubstanciação: o pão e o vinho passam a ser, verdadeiramente, o corpo e o sangue de Jesus Cristo. Foi na quinta-feira santa que Jesus rezou a primeira missa (Mt 26: 26; Mc 14: 22; Lc 22: 19; I Cor 11: 23), sacrifício cruento quando foi o próprio Jesus. Hoje, sacrifício incruento, porque é por meio do ministério ordenado do sacerdote católico.
O início da procissão e translado das imagens de Cristo e de Nossa Senhora percorreu a Av. Marechal Deodoro e a Av. Brasil. Mas antes já havia acontecido, na Gameleira, o encontro dos barcos que traziam as duas imagens conduzidas por famílias de diversas pastorais.
Ao término da procissão, no pátio da Catedral, o bispo Dom Joaquim Pertiñez proclamou a abertura do Ano Jubilar e, após a assembléia passar pelas quatro tendas, foi aberta a porta santa por onde todos deverão passar durante o ano.
Visitarão a Catedral todas as romarias das paróquias e comunidades. Será um ano de graça, de muitas bênçãos para aqueles que, com fé, adentrarem a porta santa.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
ANVISA QUER MAIS CONTROLE SOBRE MEDICAMENTOS.
O novo sistema pretende monitorar todos os medicamentos produzidos e vendidos no País. Da fabricação ao consumo pela população.
O controle será informatizado e através da internet farmácias e drogarias deverão informar à ANVISA dados do comprador, médico e paciente. A intenção é ter controle sobre cada caixa de remédio. O controle já existe sobre os psicotrópicos – medicamentos que usado sem critérios pode levar a dependência química. O SNGPC - Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados foi implantado em 2007. No Acre está em funcionamento desde abril do ano passado. “O sistema nos dá mais segurança. Sabemos quem compra, seus dados são todos informados” disse a farmacêutica Edilene Sabóia.
Segundo dados do Ministério da Justiça o setor farmacêutico movimenta 10 bilhões de dólares ao ano. O novo controle poderá ter impacto negativo na arrecadação financeira desse ramo. A venda indiscriminada de remédios é uma realidade que eleva os lucros do setor, confirma um proprietário de drogaria que, constrangido, preferi não se identificar. “A venda sem receita é comum em qualquer drogaria do Acre”. Diz o dono da empresa que garante que quanto aos psicotrópicos a realidade é outra: “estes só mesmo com a receita. Não adianta o comprador insistir”. Finaliza.
sábado, 3 de janeiro de 2009
Perspectivas: o que será da Amazônia em 2009?
Dennis Barbosa e Iberê Thenório Do Globo Amazônia, em São Paulo
O que espera a maior floresta tropical do mundo no ano que começa? Desde já é possível listar uma série de fatores que devem influenciar o destino da Amazônia em 2009.
Uma questão que preocupa o mundo todo e deve causar conseqüências à floresta é a crise financeira internacional. Com uma desaceleração do crescimento econômico, a pressão sobre a floresta, em teoria, diminui: há menos capital para financiar o desmatamento para abertura de pastos e plantações e, simultaneamente, menor demanda por carne e commodities como a soja. Por outro lado, o governo e as ONGs poderão ter recursos mais escassos e, com isso, pode diminuir a vigilância sobre os desmatadores. Ciente disso, o ministro do Meio Ambiente Carlos Minc já vem dizendo que a contratação de 3 mil novos servidores que atuarão no combate a crimes ambientais está mantida, apesar da crise. Ainda no setor governamental há muita expectativa em relação à questão da regularização fundiária, já que ela é indispensável para reduzir a devastação na Amazônia. O ministro de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, pleiteia a criação de uma agência que agilize o processo, em detrimento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a quem caberia tratar deste assunto. O instituto, por sua vez, pretende que o problema seja atacado por meio do Plano Terra Legal elaborado por um grupo de trabalho coordenado pela Casa Civil.
saiba mais
Em 2009 a Amazônia será ainda mais monitorada por satélites. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) anunciou no fim de 2008 mais um sistema de vigilância, o Degrad, que detecta degradação (destruição parcial) da floresta. Além do Degrad, o instituto conta com outros três sistemas para a região (Prodes, Deter e Detex), além do monitoramento de queimadas de todo o território nacional.
Também o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) e a ONG Imazon fazem seu acompanhamento. A questão é se toda esta vigilância se transformará em ações que coíbam o desmatamento.
Obras
Em 2009 a floresta será ainda palco de grandes obras, como as usinas hidrelétricas do Rio Madeira, em Rondônia, e a reconstrução de cerca de 400 quilômetros da rodovia BR-319, que atravessa uma zona intocada do Amazonas. Em ambos os casos, os potenciais danos ao meio ambiente podem levar a novas disputas judiciais no ano que começa.Em Roraima, a expectativa é em relação à decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a demarcação contínua da reserva indígena Raposa Serra do Sol. O julgamento que definirá o futuro da reserva já foi interrompido duas vezes, por pedidos de vista dos ministros Carlos Alberto Menezes Direito e Marco Aurélio.
No dia 10 de dezembro, Direito apresentou seu voto favorável à manutenção dos limites contínuos da Raposa Serra do Sol, mas impôs 18 condições para garantir a proteção da fronteira e a preservação do meio ambiente.
O entendimento foi seguido por sete ministros, antes de o julgamento ser suspenso pelo pedido de vista. Com o placar de 8 a 0, a análise deve ser retomada em fevereiro, já com o voto de Marco Aurélio, que disse não acreditar que seu voto poderá mudar o posicionamento dos demais magistrados que já votaram. Se a decisão favorável à demarcação contínua se confirmar, os arrozeiros instalados na reserva terão de sair. Eles já prometeram, no entanto que colocarão obstáculos para deixar a área. A partir de 1º de janeiro a Caixa Econômica Federal passa a exigir que construtoras utilizem apenas madeira certificada nas obras financiadas pelo banco. Isso poderá fazer aumentar a demanda por madeira retirada de áreas de manejo, fortalecendo o mercado legalizado e diminuindo o desmatamento ilegal.