quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

PREJUÍZO AMBIENTAL ANUNCIADO. Banco Itaú desiste de financiar hidrelétricas do rio Madeira

O banco Itaú anunciou não querer financiar as obras da usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira (RO), duas das principais obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).

As principais razões para deixar de investir no projeto de R$ 21 bilhões são a crise financeira e os riscos ambientais. As informações são do site Amazônia.org.br.

Com poucos meses de obras para a construção da usina de Santo Antônio, já começaram os impactos ambientais. Até o momento, onze toneladas de peixes morreram e o mau cheiro no local obrigou os trabalhadores da obra a usarem máscaras.



Ambientalistas, pesquisadores e o Ministério Público Federal alertaram, desde o início do projeto, os riscos ambientais das usinas, e até a equipe técnica do Instituo Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) reprovou a construção das hidrelétricas na região.



Apesar disso, as licenças ambientais para o empreendimento foram concedidas.Segundo o presidente do Ibama, Roberto Messias Franco, essa mortandade é desproporcional e anormal, sendo resultado de erros técnicos. Já o consórcio atribuiu a morte dos peixes a uma brusca variação de temperatura ocorrida no final da semana passada, o que classificou como um "fator não controlável.

Convidado para participar do financiamento tanto de Santo Antônio quanto de Jirau, o banco Itaú negou-se a aceitar ambas as propostas. Os bancos Santander e Banif, que detêm 20% de participação no consórcio Madeira Energia S/A (Mesa), responsável pela construção de Santo Antônio, formaram um Fundo de Investimento de Participação (FIP) e preparam sua saída do consórcio.

O Santander também já sinalizou que ficará de fora do financiamento de Jirau. Após ser deslocada 9,2 quilômetros do local inicialmente previsto, a construção dessa outra usina do Madeira é contestada na Justiça pelo Ministério Público Federal.O financiamento das usinas, no entanto, deve ter maior contribuição do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Apesar disso, o BNDES anunciou que financiará 60% da usina de Santo Antônio, e não 70% como se esperava.

A diferença será coberta pela Caixa Econômica Federal (CEF) e pelo Banco da Amazônia. No caso de Jirau, o BNDES ainda não definiu quanto irá investir.
Fonte: Amazônia.org.br - AT e Portal da Amazônia. Texto adaptado.

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