quarta-feira, 16 de março de 2011

Retorno de antigo horário do Acre pode ser barrado por deputados federais

A possibilidade de a Rede Globo utilizar-se de lobby - como já o vem fazendo com toda tranquilidade - para impedir o retorno do antigo horário do Acre agora repousa dentro do convexo do Congresso Nacional, espaço que aglutina os 513 deputados federais.

A situação nunca esteve tão fácil para emissora carioca, pois, o Estado tem apenas oito representantes na Câmara federal contra os outros 505 que não estão nem aí para os acrianos.

No Senado, o assunto será encaminhado para a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), em decisão terminativa – o que vai dispensar a necessidade de votação direta dos 81 senadores que agregam aquela casa. Já que o líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), assegurou a celeridade da matéria, resta saber: quais garantias virão da Câmara?

É claro que dos 505 deputados, alguns serão solidários com o Acre, mas, a maioria verá uma oportunidade de agradar a Rede Globo, assim como fez em 2008 o então senador Tião Viana (PT), atual governador do Acre, ao modificar o horário do Acre, parte do Amazonas e Pará.

Diz o ditado popular: “pergunta se macaco quer banana”. Então, pergunte a qualquer parlamentar de outro Estado brasileiro se é mais fácil agradar aos acrianos que não podem mesmo votar nas ‘excelências’ externas ao Acre ou agradar a Rede Globo e receber em troca espaço nos telejornais locais através de suas inúmeras afiliadas.

Ultimamente, quem acompanha o jornalismo da TV Acre vê o esforço da emissora para agradar o governo Tião. Na telinha só se fala em criação de peixe, industrialização do Acre, diminuição nas notificações de caso de dengue, etc.

Hoje mesmo, a emissora deu uma forcinha para que a população entendesse que a extinção dos grupos de trabalhos, a mando da Justiça, estaria prejudicando espaços turísticos que tem fechado as portas em razão da falta de servidores. Um bom jornalismo mostraria que tais ambientes ‘fecham as portas’ por irresponsabilidade do governo petista que deveria, há muitos anos, ter realizado vários concursos públicos para contração de pessoal, mas não o faz para manter o ‘famoso e inescrupuloso curral eleitoral’.

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