sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Morre Quércia, mas Sarney permanece vivo




Na Revolução Gloriosa da Inglaterra no século XVII o lema era “morte ao rei”. Aquela sociedade desejava o fim do absolutismo – regime no qual uma única pessoa, o rei, detém todo o poder de controle social. Esta foi a primeira revolução capitalista da história mundial. Os burgueses saíram vitoriosos e ascenderam ao poder. O imperador britânico da época foi à forca.


Fim de 2010 e mais de 300 anos depois quem reinam absolutamente são os capitalistas, moços e moças guiados cegamente pelos lucros. Os métodos do governo burguês são os mesmos de “o tempo do rei”. Privilégios a alguns poucos, trabalho forçado para a maioria e “morte aos que não podem pagar a conta do hospital, pois o dinheiro foi surrupiado pelos senhores e senhoras do poder”.


Na possessão brasileira, terra na qual a única revolução existente foi o extermínio dos povos nativos com substituição por estrangeiros, “morte ao rei” não significa o fim da vida, mas, impor-se um fim ao domínio político de determinado personalista. Fisicamente, o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia morreu nesta sexta-feira, véspera de natal. No entanto, a morte política de Quércia data de 1991 – ano que marca o fim do seu governo. Há 19 anos que ele tentava voltar à vida pública sem sucesso.


Já o corrupto oligarca José Sarney permanece no poder. Por mais que se deseje “morte ao rei”, o oligarca continua “vivo” com o auxílio do presidente Lula da Silva e da presidenta eleita Dilma Rousseff. Sarney controla o setor energético do País, manda e desmanda nas estatais do setor, da Petrobras a Eletrobrás. Enquanto o corrupto continua vivo vamos desejar, a cada talão de luz que pagamos, a morte política de Sarney. Não é tarefa fácil, pois, ele vive há mais de 50 anos corroendo a república brasileira.

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2 comentários:

Teodoro Justus disse...

Ótima analogia, e Sarney seguirá c/ mais poder, e senadores, deputados e todas as alas puxassaquistas seguirão com aumentos salariais estratosféricos, é tudo tão claro, estava escrito que ia continuar assim, mas o povo quis, né?!

Edmilson Alves disse...

E disse Jesus: "Pai perdoa-os. Eles não sabem o que fazem". Caro Teodoro Jsutus, a massa nunca sabe o que faz.