terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Círio, demonstração de fé

Por Maria Otacília de Freitas Ribeiro*

Este ano (2008), o círio de Nossa Senhora de Nazaré, em Rio Branco, foi o mais lindo e mais significativo na história da igreja, porque a Catedral comemora o seu jubileu.

Desde os primórdios da cultura humana, o povo de Deus usava o candelabro (do latim: grande castiçal) onde eram acesas as velas de cera (Êxodo, 25: 31 e 37). Já no Novo Testamento, com a vinda do Messias, Jesus Cristo, filho da Virgem Maria, gerado por obra e graça do Espírito Santo, a igreja continua a tradição e usa o círio (do latim vela de cera) – círio pascal: simbolicamente representa a ressurreição de Jesus (passagem da morte para a vida).

Muitos cristãos, até mesmo católicos, ignoram o sentido de muitos rituais que acontecem, principalmente, na celebração da santa missa.

Não faz muito tempo, uma senhora me abraçou comovida, lá na Catedral, após a celebração da Eucaristia e me disse: “Muito obrigada, porque hoje eu participei da missa pela primeira vez, graças à senhora; até então eu vinha, mas não participava porque não sabia”.

Nenhum culto religioso tem maior valor do que a celebração da Eucaristia! Em qualquer lugar do mundo onde um ministro ordenado (presbítero), ou seja, um padre, rezar uma missa, acontecerá o milagre da transubstanciação: o pão e o vinho passam a ser, verdadeiramente, o corpo e o sangue de Jesus Cristo. Foi na quinta-feira santa que Jesus rezou a primeira missa (Mt 26: 26; Mc 14: 22; Lc 22: 19; I Cor 11: 23), sacrifício cruento quando foi o próprio Jesus. Hoje, sacrifício incruento, porque é por meio do ministério ordenado do sacerdote católico.

Como já dissemos no início, este ano foram superadas todas as expectativas por ser o ano em que se comemora o cinqüentenário da nossa Catedral.

O início da procissão e translado das imagens de Cristo e de Nossa Senhora percorreu a Av. Marechal Deodoro e a Av. Brasil. Mas antes já havia acontecido, na Gameleira, o encontro dos barcos que traziam as duas imagens conduzidas por famílias de diversas pastorais.

Ao término da procissão, no pátio da Catedral, o bispo Dom Joaquim Pertiñez proclamou a abertura do Ano Jubilar e, após a assembléia passar pelas quatro tendas, foi aberta a porta santa por onde todos deverão passar durante o ano.

Visitarão a Catedral todas as romarias das paróquias e comunidades. Será um ano de graça, de muitas bênçãos para aqueles que, com fé, adentrarem a porta santa.

*Maria Otacília de Freitas Ribeiro é acadêmica do 7º período de Comunicação Social – Jornalismo – do IESACRE (Instituto de Ensino Superior do Acre). O Presente artigo foi apresentado como trabalho acadêmico.

Enviar para o Twitter

2 comentários:

Otacilia disse...

FOI ÓTIMO ESTE ARTIGO, DISSE O Monsenhor Asfury, acreano de Tarauacá. "Artigos assim, devem sempre serem escrito"

$@ulo1sTim@o disse...

Essa é a forma mais correta de evangelizar. Parabéns...