sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Novo encontro com OAB deve ocorre na terça-feira, 2.

Novo encontro entre acadêmicos do Instituto de Ensino Superior do Acre - IESACRE e representante da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB - ACRE deve ocorre na próxima terça-feira, 02 de dezembro. A reunião deverá ser confirmada na segunda.
O objetivo dos estudantes é o de obter clareza quanto aos aspectos legais que regem o ensino superior no Brasil e assim facilitar o processo de diálogo estabelecido entre os alunos e o grupo UNINORTE.
O Presidente da Ordem - Florindo Poersch, disse informalmente que pretende convidar a direção da UNINORTE para um encontro com os estudantes mediando pela OAB.
Os alunos avaliam que o movimento tem obtido bons resultados e que o crédito solicitado pelo diretor Marcos Brandão para solucionar problemas será acatado.
"Vamos aguardar a solução deles. Mas isso não significa que a gente vai ficar parado, só esperando. Estamos trabalhando constantemente. Se eles não cumprir com o prometido, medidas legais terão que ser tomadas". Diz o estudante José Carlos de Oliveira.

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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

OAB garante orientação jurídica aos acadêmicos.


O Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB – Acre, Florindo Poersch garantiu orientação jurídica aos acadêmicos do Instituto de Ensino Superior do Acre – IESACRE, que buscam solucionar vários problemas que vêm se aglomerando desde a incorporação da instituição pelo grupo IUNI/UNINORTE.


O apoio da Ordem facilita para que os estudantes tenham mais clareza quanto aos aspectos legais e os direitos daqueles que cursam o ensino superior. O encontro ocorreu ontem, 26, no Centro Empresarial.


O Presidente Florindo Poersch, sugeriu a participação dos sindicatos e/ou instituições que representem os jornalistas, administradores e servidores social para reunião com OAB que ficou agendada para esta sexta-feira, 28.


“Fico feliz em constatar que a OAB cumpre, de fato, um formidável papel social. Nossa preocupação em procurá-los tem sido, principalmente, assegurar o cumprimento da carga horária dos cursos do IESACRE e garantir que nenhum estudo virtual venha substituir parte das aulas presencias. Queremos professores em sala de aula”. Relatou o estudante Edmilson Alves.


Conheça as reivindicações, logo abaixo, na matéria intitulada: Diretor da UNINORTE pediu um crédito aos acadêmicos para resolver problemas

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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Acadêmicos tem encontro marcado com OAB


Os alunos do Instituto de Ensino Superior do Acre – IESACRE, tem reunião agendada para hoje, à 16h30min, com a Ordem dos Advogados do Brasil – OAB-Acre. O objetivo do encontro é buscar orientação jurídica e apoio da Ordem que desempenha importante papel social.

“Precisamos assegura direitos básicos, pagamos caro demais pra permitir redução de carga horária e laboratórios que não funcionam”. Diz o estudante José Carlos de Souza.

Os acadêmicos serão recebidos pelo Presidente da OAB-Acre Florindo Poersch.

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Diretor da UNINORTE pediu um crédito aos acadêmicos para resolver problemas


O Diretor da UNINORTE, Marcos Brandão, solicitou paciência e pediu um crédito aos alunos do Instituto de Ensino Superior do Acre - IESACRE para analisar as reivindicações acadêmicas comprometendo-se em resolver os problemas que forem constatados. O encontro ocorreu ontem, 25, por volta das 18h30min no prédio do IESACRE do parque.


A reunião contou com a presença de discentes e coordenadores dos três cursos que compõe a instituição: Administração, Serviço Social e Comunicação Social. Ainda participou a diretora acadêmica da UNINORTE, Afra Maria entre outros funcionários.
Conheça as reividicações apresentadas:
1 - Redução da carga horária. O tempo das disciplinas foram reduzidas não mais atingindo 60 horas, como prevê o currículo da maioria das disciplinas do IESACRE. Defendemos: Retorno às 4 aulas de 50 minutos;

2 – Reposição das aulas perdidas;

3 - Redução salarial do professores. Com a redução de carga horária automaticamente houve redução salarial dos mestres. Defendemos: Professores mais capacitados e salário condizente;
4 – Retorno imediato dos laboratórios de prática complementares;

5 – Laboratórios que atendam a demanda dos acadêmicos de comunicação social, funcionado com número adequado de profissionais e durante os três turnos. Exatamente como ocorria anteriormente;

6 – Readequação nos valores das disciplinas individuais a serem pagas pelos alunos (curso de férias);

8 – Suspensão das taxas em acordo com o posicionamento do Ministério Público;

9 – Criação de comissões de 5 alunos por turma para acompanhamento da escolha dos professores do semestre seguinte;

10 – Que a metodologia dos professores sejam avaliadas pelos acadêmicos, com intermédio da comissão, no prazo de até 3 semanas do início do semestre;

Obs.: as comissões deverão ser formuladas mediante critérios que mantenha distante os julgamentos de cunho subjetivo.

11 – Que o grupo IUNI firme compromisso em não fechar o IESACRE do parque até que se formem todas as turmas que já estavam em andamento quando da negociação que culminou na venda da instituição;

12 – Que grupo IUNI firme compromisso em cumpri a carga horária de aulas presencias. Comprometendo-se em não substitui os horários por nenhum tipo de estudos virtuais;

13 – Que os alunos sejam atendidos em relação as suas expectativas quanto ao PROUNI e FIES;

14 – Extinção das aulas corridas, em que um único professor (a) fica com todas as aulas de determinado dia letivo. A experiência é improdutiva e cansativa para mestre e alunos;

15 – Discutir com os acadêmicos de serviço social sobre a mudança na grade curricular.






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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Depois de 8 tentativas acadêmicos do IESACRE conseguem falar com Direção da UNINORTE.


Desde setembro que os alunos do IESACRE tentam falar com direção da Uninorte, Mas somente após a paralisação dos acadêmicos, sexta-feira, 14, no IESACRE do parque e, da cobertura da imprensa é que a UNINORTE começou a mudar de postura quanto ao tratamento até então dispensado aos alunos.

Na nona tentativa, os acadêmicos Edmilson Alves e José Carlos foram recebidos pela diretora pedagógica, Afra Maria, na terça (18/11/2008). A diretora ouviu os estudantes minutos depois de ter gravado entrevista para repórter da TV Aldeia, que cumpria pauta sobre a paralisação de sexta-feira.

A diretora afirma que houve falta de comunicação entre a direção e seus colaboradores, segundo Afra nunca chegou ao seu conhecimento que os estudantes do IESACRE buscavam esse diálogo.
Não dá para saber até que ponto a diretora desconhecia o fato, uma vez que a mesma direção proibiu professores de permitir a entrada de alunos em sala de aula para tratar do assunto.

No encontro os alunos conseguiram marcar reunião para próxima terça, 25 de novembro às 18 horas no IESACRE do parque. A direção comprometeu-se em ouvir e resolver os problemas que se arrastam desde o primeiro dia de aula deste semestre.

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Redução de carga horária pode ser denunciada ao MEC.


Os acadêmicos do IESACRE estão buscando junto às autoridades competes uma solução para graves problemas que vem afetando o processo de ensino-aprendizagem da instituição após integrar o grupo IUNI/UNINORTE.


A decisão de denunciar as irregularidades ao Ministério da Educação – MEC deverão ter medidas práticas após reunião com a direção da UNINORTE agendada para terça-feira dia 25.


“A redução da carga horária é real. Para se ter idéia o professor Marcos Alexandre, da disciplina Teoria do Jornalismo, que nunca faltou um único dia de aula. Soma até hoje 37 horas e 5 minutos. Sendo que a prova já ocorre dia 4 de dezembro, dia que marca na prática o fim do semestre”, Diz o acadêmico José Carlos do curso de Comunicação Social.


A disciplina Teoria do Jornalismo é de 60 horas. Mas com o calendário da Uninorte, jamais se atingirá a meta. O que comprova a redução da carga horária denunciada pelos alunos desde o início do semestre. 37 horas é marca de um professor que nunca faltou dia letivo. Agora imagine os faltosos. Tem disciplina que fecharão com a incrível redução de 41 horas.


“Antes de integrar o grupo IUNI/UNINORTE tínhamos 4 aulas de 50 minutos, agora são apenas 3 aulas. Uma aula a menos todos os dias. Isso reflete na carga horária final”. Relata Sionete Viana do curso de Serviço Social.

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Saiba como funciona a redução da carga horária:


Exemplo: Disciplina fotografia do 4º período de jornalismo.

Inicio das aulas: 11 de agosto;
Término das aulas: 15 de dezembro;
Quantos dias sem aula por falta de energia: 3 dias letivos (18/08, 29/09 e 03/11/08)

Carga horária da disciplina: 60 horas;
Quantas horas ministradas até hoje: 13 horas e 7 minutos;
Quantas horas faltam para completar a carga horária: 46 horas e 3 minutos;

Quantas horas ainda irão ocorrer pela programação da UNINORTE: dia 24/11/2008 75 minutos; dia 1/12/2008 150 minutos (prova); dia 15 de dezembro 75 minutos (entrega das provas). Soma total: 5 horas.
Quantas horas de aula- real até o último dia letivo: 13 horas e 7 minutos + 5 horas = 18 horas e 7 minutos.
Quantas horas foram reduzidas na carga horária: 41 horas e 7 minutos.

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ACADÊMICOS DIZEM QUE A IMPRENSA ACREANA ESTÁ AMORDAÇADA PELO PODER ECONÔMICO DO GRUPO IUNE

19/11/2008 : 23:45
Ray Melo

O grupo de acadêmicos do Iesacre, que recentemente fizeram denuncia sobre a qualidade do ensino e metodologia aplicada pelo grupo IUNE/UNINORTE, se diz decepcionado com os órgãos de comunicação do Acre.
Os estudantes procuraram ajuda em vários veículos de comunicação da cidade a resposta sempre foi negativa. As empresas alegam possuir contrato publicitário com o grupo IUNE/UNINORTE, não podendo oferecer qualquer tipo de espaço para divulgação que atinja a imagem do grupo perante a sociedade acreana.
Presos a contratos publicitários e sem o devido compromisso com a informação as empresas de comunicação fazem vista grossa para determinados problemas da sociedade, privando seus leitores e telespectador da informação isenta, negando voz as pessoas que precisam reivindicar soluções, se omitindo do compromisso da imprensa livre que é formar opinião. Está foi à opinião do estudante do curso de administração do Iesacre, Fernando, que sente seus direitos subtraídos pelo poder econômico do grupo IUNE/UNINORTE.
O Sitio FOLHA DO ACRE, ofereceu e continuará a oferecer o espaço que for necessário para os acadêmicos fazer suas reivindicações. O compromisso deste jornal online é com a isenção e o jornalismo livre de interferências por qualquer tipo de mordaça.

A recusa dos dirigentes do grupo IUNE/UNINORTE, em receber os acadêmicos tem causado revolta. Os alunos dizem que os administradores fazem pouco caso de suas reivindicações, esquecendo que todos pagam para aprender, não estão pedindo cortesia da instituição, querem apenas o retorno de Seus investimentos, já que a maioria trabalha para bancar suas despesas com educação.

O movimento de estudantes diz ainda que vai solicitar a intervenção do Ministério da Educação e Cultura (MEC), para intermediar as negociações e fazer uma vistoria nos cursos oferecidos pela instituição.
Ajuda da OAB
Os acadêmicos do Iesacre estiveram na sede da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Acre, em busca de orientação para solucionar os problemas que os alunos consideram interferir diretamente no aprendizado.

O presidente da OAB/Acre, Florindo Poersch agendou para aproxima semana uma reunião com os acadêmicos, onde serão expostos todos os pontos da reivindicação dos alunos.
Redação redacao@folhadoacre.com

Fonte:
http://www.folhadoacre.com/navegacao/ver_noticia.php?id_noticia=5479&editoria=22

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segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Acadêmicos do Iesacre dizem que metodologia do grupo IUNE é pífia


17/11/2008 : 10:54
Ray Melo
Acadêmico do Instituto de Ensino Superior do Acre (IESACRE) estão promovendo vários atos públicos em protesto ao que eles chamam de “desqualificação do ensino-aprendizagem”. A instituição de ensino superior foi recentemente incorporada ao grupo IUNI/UNINORTE, uma compra contestada pelos alunos que afirmam que a qualidade do ensino oferecido pelo Iesacre, sofreu uma queda com a demissão de professores e a diminuição da carga horária.
Acadêmicos do Iesacre, dizem que a direção do grupo se recusa a manter diálogo com os alunos, afirmando que instituição nada tem a negociar inclusive se negaram a receber um abaixo assinado redigido e assinados por todos os acadêmicos.
Segundo integrantes do movimento a metodologia oferecida pelo grupo IUNE é fraca, já foi reprovada pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), através do Índice Geral de Cursos (IGC), que analisa a qualidade de instituições de educação superior. A faculdade Barão do Rio Branco/Uninorte, ficou em último lugar na avaliação do MEC, obtendo 130 pontos, ficando na faixa 2, numa escala que vai de 1 a 5. De 1.448 instituições avaliadas no Brasil a Uninorte figurou como uma das piores ficando na posição 1.405.
A avaliação do Iesacre antes da incorporação ao grupo IUNE, era uma das mais elevadas, ficando atrás somente da Universidade Federal do Acre (UFAC), que obteve 260 pontos na avaliação. O Iesacre aparecia com 253 pontos, uma nota regular para os padrões locais. Alunos reclamam que por semanas seguidas tem apenas o equivalente a três dias de aula, faltam professores, os trabalhos são mal avaliados, os professores não têm compromisso com a qualidade do ensino.
O temor entre os alunos é que instituição feche as portas após a nova avaliação do MEC, por apresentar uma péssima educação aos seus alunos. Acadêmicos reclamam também do aumento abusivo no valor das disciplinas individuais pegas pelos alunos e o fechamento de laboratórios de jornalismo, como a Rádio e Revista Iesacre e o Jornal Fala Sério.
A revolta dos alunos tem vários motivos, entre eles a demissão de professores qualificados, tidos como os melhores dentro da instituição, que após a venda saíram por não aceitar a redução de salários e a nova metodologia implantada pelo grupo IUNE.
A comissão de acadêmicos do Iesacre vai realizar uma assembléia geral com todos os alunos da instituição, na reunião apresentarão uma possível saída para o problema que se arrasta desde a aquisição da instituição pelo grupo IUNE.

Se a posição da direção do grupo continuar sendo a mesma, ou seja, de não negociar, os alunos poderão redigir um documento e encaminha uma proposta a outra instituição particular de ensino da cidade, oferecendo a transferência de todos os alunos de Iesacre, junto com alguns professores que os alunos julgam imprescindíveis para a continuação de seus cursos.

O movimento promete radicalizar se a situação dos acadêmicos não for resolvida. “Se for para a instituição fechar as portas que seja por falta de alunos, não vamos servir de bodes expiatórios para estes especuladores do ensino. Pagamos caro para ter um nível de educação tão baixo. Vamos levar nossa proposta a outra instituição de ensino particular, se o grupo IUNE, não apresentar solução ou não negociar, haverá transferência em massa dos alunos para outra instituição que ofereça qualidade e melhor condição de aprendizado. Nossa luta é para uma boa educação. Queremos estudar. Mas a Uninorte não deixa”, diz uma dos acadêmicos que se identificou apenas como Alexandre.

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domingo, 16 de novembro de 2008

Programação da Mobilização.


Terça-feria, 18 de novembro.
Vista-se de preto.

Quarta-feira, 19 de novembro.
Pinte o rosto.

Terça-feira, 25 de novembro.

Reunião com Diretoria da UNINORTE
às 18 horas no IESACRE do Parque.

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Estudantes do Iesacre fazem manifesto contra diretoria da Uninorte




Orkut: Adicione já.
http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=12388586339825986535
queremosesutdar@gmail.com


Geisy Negreiros - A gazeta - 15 de novembro de 2008.



Acadêmicos do Instituto Superior do Acre (Iesacre) fizeram uma manifestação, na noite de ontem, por uma hora, em frente ao prédio da instituição, no Canal da Maternidade, para protestar contra a direção da Uninorte. O impasse já se arrasta há alguns meses e os alunos exigem uma resposta dos dirigentes.De acordo com Edmilson Alves, acadêmico do curso de Jornalismo, desde que foi anunciada a fusão entre as duas universidades os alunos não conseguem se adaptar às mudanças e nem mesmo marcar uma reunião com a direção da Uninorte. “Estamos nos sentindo prejudicados, sofremos perdas irreparáveis. Não queremos perder o que tínhamos antes”, diz.
Ele conta que houve uma diminuição na carga horária dos alunos, que antes tinham quatro disciplinas de 50 minutos cada e agora só têm três. Além disso, afirmam que os professores tiveram redução salarial, laboratórios de Jornalismo de Rádio e Revista Iesacre, assim como Jornal Fala sério foram fechados e houve suspensão de pelo menos 11 aulas por falta de energia.
“Tentamos marcar reu-niões com os diretores para discutir essas questões, mas eles se recusam a nos receber”, explica.
Apenas o curso de Jornalismo foi transferido para o prédio da Uninorte, os cursos de Serviço Social e Administração continuaram no antigo Iesacre. Segundo o acadêmico José Carlos, a grade do curso de Serviço Social foi mexida, o que é proibido. “É muito grave o que está acontecendo é o nosso futuro que está em jogo”, disse.
Na semana passada os estudantes, encabeçados pelo DCE da Uninorte, fizeram um abaixo assinado com inúmeras reivindicações, que culminou com uma paralisação. “Se for preciso vamos fazer várias paralisações, mas sem prejudicar as aulas e nem os alunos. Queremos apenas que os diretores da Uninorte sentem para negociar com os acadêmicos”, reivindicou.
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domingo, 9 de novembro de 2008

Ensino superior

Instituições do Paraná conseguem boas notas, mas ainda estão longe do topo 09/09/2008 00:00 Katia Brembatti, da sucursal, com agências

Um novo índice integrado do Ministério da Educação (MEC) mostra que o Paraná está acima da média nacional na qualidade do ensino superior, mas que não consegue destaque na elite das instituições brasileiras. A quase centenária Universidade Federal do Paraná (UFPR), por exemplo, ficou apenas com a 98ª posição entre todas as instituições de ensino superior no ranking do Índice Geral de Cursos (IGC). Entre as universidades, a posição da UFPR é melhor: 41º lugar. O novo parâmetro de avaliação, divulgado ontem, leva em conta as provas aplicadas aos acadêmicos, a infra-estrutura disponível, a qualificação dos professores e o desempenho dos cursos de pós-graduação. O período de dados considerados é de 2004 a 2007.
A região Sul é a que concentra maior percentual de instituições com IGC máximo: 11,3% alcançaram conceitos 4 ou 5. A seguir vêm as regiões Sudeste (8,8%), Nordeste (7%), Centro-Oeste (3%) e Norte (0,9%). O índice usa parâmetros iguais para avaliar universidades, centros universitários e faculdades ou escolas. Mas também considerou as três categorias em separado. No país, instituições públicas são as que reúnem maior percentual de IGC 4 e 5: 35,5%, contra 4,9% das privadas. Três em cada dez universidades brasileiras estão nas duas maiores faixas do índice.
ultima = 0;

Saiba mais
Veja lista das instituições
A primeira instituição paranaense a aparecer no ranking é a Universidade Estadual de Maringá (UEM) – que está na 26ª posição entre as universidades e na 63ª colocação dentre o total de estabelecimentos pesquisados. Na seqüência, aparecem a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a Universidade Estadual do Oeste (Unioeste). Nenhuma das universidades paranaenses ficou em situação considerada crítica pelo MEC – com conceito inferior a 3.
A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) foi apontada como a melhor universidade do país. Numa escala que vai de 0 a 500, a Unifesp teve 439 pontos – na faixa da nota 5 do IGC. Instituições renomadas, como a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) não constam no ranking porque não foram avaliadas. Os estabelecimentos públicos estaduais não são obrigados a participar do processo. De todas as instituições cadastradas no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), 32,2% não foram avaliadas. O MEC consolidou os dados referentes a 173 universidades, 131 centros universitários e 1.144 faculdades.
Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, o novo indicador servirá como parâmetro para visitas de técnicos do MEC que poderão, no limite, descredenciar universidades com notas baixas. “O índice é um orientador da avaliação in loco. São instituições que exigem mais atenção do Ministério da Educação”, afirmou. Haddad acredita que o IGC pode também auxiliar estudantes na escolha da universidade. O ministro considerou “preocupante” que 25 universidades e centros universitários tenham tirado notas 1 ou 2, na escala até 5, do IGC. O motivo é que essas instituições podem criar cursos e aumentar vagas sem licença específica do governo. “Como uma instituição que goza de autonomia pode ter indicadores débeis como uma nota 2?”, questiona.
Além das nove universidades e dos 16 centros universitários “reprovados” com notas 2, outras 429 faculdades também tiveram fraco desempenho, com conceitos 1 ou 2. O ministro disse que as instituições com notas 1 e 2 ainda não podem ser consideradas reprovadas. Isso porque o IGC é calculado com base nos conceitos preliminares de cursos, que consideram apenas 4 de 10 variáveis previstas em lei: corpo docente, currículo, infra-estrutura e pós-graduação. Atividades de extensão, por exemplo, não foram analisadas.
Uma em cada quatro instituições privadas de ensino superior ficou com nota baixa (conceito 1 ou 2). Os dados do IGC servirão de base para o recadastramento das instituições, que deve ocorrer nos próximos 12 meses. O resultado definitivo – de descredenciamento ou não – será dado após a inspeção in loco. Segundo o ministro, no entanto, os avaliadores que quiserem aumentar a nota de uma instituição terão que apresentar justificativas consistentes.


Fonte: http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/economia/conteudo.phtml?id=806130

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