sábado, 29 de dezembro de 2012

MEC 2012: Uninorte melhora desempenho e obtém nota satisfatória na qualidade do ensino



Após cinco anos de reprovações sucessivas no índice da qualidade do ensino superior do Ministério da Educação e Cultura (MEC), as instituições Faculdade Barão do Rio Branco (FAB) e Faculdade do Acre (FAC), do grupo Uninorte, obtiveram pela primeira vez aprovações mínimas no Índice Geral de Cursos (IGC) - já na sexta edição, divulgada no início de dezembro de 2012.



Nos últimos anos, essas duas faculdades oscilaram sob o risco de intervenção do Ministério da Educação, contudo, superam desafios e atualmente gozam juntamente com a Universidade Federal do Acre (UFAC) o conceito da faixa 3 de satisfação. As melhores instituições de ensino superior do Brasil obtém em média índice 4, enquanto as de excelência recebem avaliação 5.

Já a Faculdade de Desenvolvimento Sustentável de Cruzeiro do Sul (IEVAL) teve que ser submetida a processo investigativo do MEC, por não conseguir a melhora no ensino prestado aos acadêmicos. 

A Faculdade da Amazônia Ocidental (FAAO) apensar de ligeira melhora na nota -  o que impossibilitou intervenção governamental - permanece reprovada pela MEC, com nota abaixo do mínimo necessário.

Veja as tabelas de todas as avaliações, de 2007 a 2012





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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Professores poderão fazer residência como parte da formação profissional

Paola Lima

A realização de uma residência pedagógica, semelhante à residência médica oferecida aos estudantes de Medicina,  pode tornar-se obrigatória no país para formação dos professores de educação básica. A proposta consta do Projeto de Lei do Senado 284/2012, pronto para entrar na pauta da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) em fevereiro, na retomada dos trabalhos no Senado.

De autoria do senador Blairo Maggi (PR-MT), a proposta acrescenta um parágrafo ao artigo 65 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/1996), com objetivo de melhorar a qualificação dos professores da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental. A residência pedagógica funcionaria nos mesmos moldes da médica: uma etapa posterior à formação inicial, com duração mínima de 800 horas e bolsa de estudos.

Para justificar a medida, Blairo Maggi argumentou que parte da dificuldade de alfabetização das crianças brasileiras com até oito anos de idade se deve às condições estruturais na formação dos professores. Dentre elas, o senador destacou o aumento de instituições de ensino de qualidade discutível.

A matéria, que será apreciada em caráter terminativo pela comissão, teve voto favorável do relator, senador Ivo Cassol (PP-RO). Cassol reconhece a má formação dos professores brasileiros, comprovada pelos sucessivos resultados insatisfatórios dos exames de avaliação de ensino. Para ele, a qualificação e a adequada formação dos docentes constituem “pré-requisito” para o sucesso profissional no magistério, assim como para a obtenção de resultados acadêmicos relevantes pelos estudantes.

O relator lembra ainda que, em audiência pública promovida em 2009 pela comissão para debater a ideia, já proposta anteriormente pelo ex-senador Marco Maciel, profissionais da área se mostraram entusiasmados com a residência pedagógica.
Agência Senado

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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Governo Binho gastou R$ 12 milhões em programa informatizado que nunca funcionou

 A Gazeta.net:

Em 2009 nasceu um projeto do Governo do Estado com a intenção de informatizar a Secretaria de Saúde. A idéia foi levada a frente, mas o que se viu foi um mar de gasto público sem um retorno para a sociedade. O Governo de Binho Marques gastou R$ 12 milhões em um sistema de informatização comprado na Espanha que e funcionou de forma experimental por alguns meses.

O sistema chamado de Diraya foi um prejuízo aos cofres magros do Acre e agora se transformou num processo onde os gerentes da secretaria de saúde à época vão aos Tribunais responder pelo crime de peculato e ilegalidade em licitações.

O Diraya, usado na província de Andaluzia na Espanha, melhoraria o atendimento na rede.  Os laudos, exames e qualquer atendimento ficariam nos arquivos da Secretaria de Saúde e  poderiam ser acessados em qualquer unidade de saúde, um clique no computador toda a vida do paciente apareceria na tela.

O posto de saúde Augusto Hidalgo de Lima, no bairro João Eduardo é sempre lotado. A unidade foi escolhida pelo Governo para sediar o projeto piloto do sistema Diraya. Como não deu certo, na maioria da vezes, os papéis são preenchidos a mão pelos servidores. Muitos computadores foram devolvidos para a Secretaria de Saúde.

Inquérito da PF aponta irregularidades
As ilegalidade e irregularidades na compra do sistema informatizado Diraya estão pontuados no inquérito de número 559 da Polícia Federal. De acordo com o delegado  que assinou o relatório existem indícios de crime de peculato e descumprimento da lei de licitações.

Um documento sem data ou assinatura aponta a compra de um sistema espanhol por um alto custo, R$ 12 milhões. A PF mostrou que existem sistemas semelhantes fornecidos gratuitamente pelo Ministério da Saúde, o que não se explica é o governador a época, Binho Marques pagar um alto valor. O Secretário de Saúde do então governo, Oswaldo Leal, disse que o Diraya era o mais completo sistema e atendia as necessidades do estado.

Para a Polícia federal, os requisitos únicos do Diraya, apontado pelo governo, foi uma forma de burlar a lei de licitação, assim a compra foi dirigida.

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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Justiça libera registro de genéricos para medicamento de depressão


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) poderá conceder registro para medicamentos genéricos a base do princípio ativo “oxalato de escitalopram”, utilizado no medicamento para depressão Lexapro, do laboratório Lundbeck Brasil Ltda. Na última quarta-feira (5/12), a Agência, por meio da Advocacia-Geral da União, reverteu, no Tribunal Federal da 1ª Região, sentença que proibia tal prática.

De acordo com argumentos do laboratório Lundbeck Brasil Ltda., os fabricantes de medicamentos genéricos utilizavam, de forma não autorizada, resultados dos testes e dados contidos no dossiê de registro do medicamento de referência Lexapro para obter o registro dos medicamentos genéricos.
Entretanto, prevaleceu a alegação da Anvisa de que esses dados e testes não são utilizados no registro de medicamentos genéricos. A legislação brasileira exige que, para o registro de medicamentos genéricos, as empresas apresentem testes de equivalência farmacêutica e de biodisponibilidade, que comprovam a segurança e a eficácia desses medicamentos.

Para a realização dos testes de equivalência farmacêutica e de biodisponibilidade, basta a empresa, que deseja registrar um medicamento genérico, adquirir o medicamento de referência no mercado e realizar os testes comparativos. Desta forma, a sustentação foi de que  os fabricantes de medicamentos genéricos não precisam fazer novos testes para provar a eficácia do princípio ativo, bastando provar que o medicamento genérico é equivalente e tão eficaz quanto o medicamento de referência, o que permite que o medicamento genérico esteja disponível em um tempo mais curto, evitando testes clínicos desnecessários, mas mantendo a mesma confiança e eficácia do medicamento de referência.

Medicamentos com o princípio ativo “oxalato de escitalopram” são utilizados no tratamento da depressão, do transtorno do pânico, da agorafobia e de transtornos de ansiedade.

Saiba mais informações no site da Advocacia-Geral da União.

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Antibióticos: depois de testes do pós novembro, Anvisa prorroga escrituração eletrônica de medicamentos


Ainda sem nova data!

Após a determinação de prazo de 30 de novembro como início para atualização cadastral e realização de testes entre drogarias, farmácias e Anvisa, a Gerência Geral de Tecnologia da Informação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC) identificou instabilidade sistêmica na versão 2.0 dos controlados, assim, vai determinar novo prazo para a escrituração dos medicamentos antimicrobianos, que estava programada para o dia 16 de janeiro de 2013.


A nova data do início da escrituração será divulgada pela Anvisa nos próximos dias. Os testes realizados foram decisivos para o anúncio da prorrogação, tendo em vista que os desenvolvedores de softwares farão novos ajustes aos programas.


Os estabelecimentos que já aderiram ao SNGPC deverão continuar mantendo as transferências em dia, e a comercialização dos medicamentos antimicrobianos devem continuar com a exigência da retenção da segunda via da receita, conforme prevê a RDC 20/2011, e aguardarem a data de escrituração do estoque.


ERROS ENCONTRADOS 


Ao menos três erros foram identificados nos arquivos XML, o primeiro foi referente à classe terapêutica – tipo de tratamento de enfermidade -, que vincularia na nota fiscal de entrada todos os medicamentos como sendo de uma mesma classe, quando o normal é existir diversas classes terapêuticas em uma mesma nota fiscal. 


A segunda correção foi a de excluir das saídas por venda à obrigatoriedade de informar a classe terapêutica do medicamento, sendo que a partir da correção tal informação será necessária somente na entrada dos produtos.


O terceiro e último ajuste, foi à exclusão da obrigatoriedade de vinculação dos antibióticos de uso prolongando à receita médica, sendo que tal dado será acoplado ao medicamento, pois em uma mesma receita pode existir a prescrição de remédios de uso breve juntamente os de uso prolongando.

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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Anvisa abrirá concurso para 165 vagas


O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) autorizou, nesta terça-feira (4/12), por meio da Portaria n. 584, publicada no Diário Oficial da União, a realização de concurso público para preenchimento de 165 vagas do quadro de pessoal efetivo da Anvisa.

Desse total, 120 vagas exigem nível superior. Para o cargo de Especialista em Regulação e Vigilância Sanitária, com remuneração inicial de R$ 10.019,20, há 100 vagas. Já para o de Analista Administrativo, com remuneração de R$ 9.263,20, há 20 vagas disponíveis.

Candidatos com nível intermediário poderão concorrer a 35 vagas para Técnico em Regulação e Vigilância Sanitária, com remuneração inicial de R$ 4.984,98; e a dez vagas para Técnico Administrativo, com remuneração de R$ 4.760,18.

O diretor-presidente da Anvisa será responsável pela realização do concurso e tem prazo de seis meses, contados a partir de hoje, para publicação do edital.

Leia a portaria do MPOG.

Imprensa / Anvisa

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