quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Família de Chico Mendes faz coro à campanha de Marina para 2010


MATHEUS PICHONELLI
da Agência Folha


A família de Chico Mendes, um dos principais símbolos da luta pela preservação da Amazônia, está engajada na campanha "Marina Silva Presidente".

Elenira Mendes, filha do seringueiro assassinado em 1988, passou a circular, nas últimas semanas, com panfletos, camiseta e broche em apoio à iniciativa. Secretária de políticas para mulheres do PV no Acre, Elenira faz parte de um movimento que divulga, pela internet, fotos, vídeos e mensagens sobre a possível candidatura.

Amiga do ambientalista, a senadora, que cresceu em um seringal no Acre, deve anunciar em breve se aceita o convite para concorrer à Presidência pelo PV. Ela anunciou ontem sua saída do PT após 30 anos.

"O sonho está mais próximo. Por todo carinho que minha família tem por ela, a expectativa de ter a Marina como candidata é grande", diz a filha do ativista.

"Quando estou perto dela, sinto que estou perto daquilo que foi meu pai. Ela está trilhando um caminho que ele também faria", afirma Elenira. Segundo ela, Chico Mendes, um dos fundadores do PT no Acre, flertou com o PV antes de ser assassinado.

Presidente de uma ONG ambientalista que leva o nome do pai, Elenira, que tinha quatro anos quando ocorreu o crime, deve ser lançada como candidata a deputada federal pelo PV do Acre no ano que vem.

No Estado, o partido tinha como meta obter apenas uma cadeira na Câmara e duas na Assembleia em 2010. Agora, com a eventual filiação de Marina, os planos estão sendo revistos, segundo a presidente do PV no Acre, Shirley Torres.



O partido marcou para 5 de setembro, Dia da Amazônia, um "mutirão" de filiações pelo Acre. Segundo Elenira, duas inscrições são quase certas: a de seu irmão, Sandino, e da mãe, Ilzamar, hoje filiada ao PT.

O PV no Acre tem hoje apenas um correligionário em cargo eletivo --uma vereadora de Xapuri-- e mil filiados. A sede fica numa pequena sala alugada num prédio de Rio Branco.

Com Marina candidata, Elenira vê como natural a possibilidade de petistas do Estado darem apoio apenas formal a Dilma Rousseff e, na prática, trabalharem por Marina.

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