terça-feira, 28 de julho de 2009

Profissionais de saúde são capacitados para qualidade em atendimento a idosos

Mônica Araújo/Assessoria Sesacre

O envelhecimento populacional é um fenômeno mundial que vem adquirindo características peculiares no Brasil. Diante do crescente número de idosos no Acre, a Secretaria de Estado de Saúde promove uma capacitação acerca do processo do envelhecimento humano e uma oficina sobre osteoporose e quedas de 29 a 31 de julho, das 8 às 12 e das 14 às 17 horas, no auditório do Departamento de Vigilância em Saúde. O objetivo é garantir a qualidade no atendimento de saúde à população idosa.

De acordo com a responsável pela Divisão Estadual de Saúde do Idoso, Rossy Ramos, serão capacitados 30 profissionais que atuam na atenção básica de saúde do Baixo Acre, do Alto Acre, do Juruá, de Tarauacá e Envira para serem multiplicadores do conhecimento do processo de envelhecimento humano. Estarão presentes também os representantes do Hospital de Saúde Mental do Acre- Hosmac-, do Hospital do Idoso, da área de ortopedia, da residência médica e multiprofissional. Destaca-se no evento a presença do coordenador da Política Nacional da Saúde da Pessoa Idosa, dr. Marco Polo.

“A meta é criar multiplicadores para capacitar outros profissionais e atingir 80% dos profissionais que oferecem serviços de saúde aos idosos, incluindo as equipes de Programa Saúde da Família e centros de saúde”, ressalta a coordenadora.

Conforme padrões estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde, o Brasil já é considerado um país estruturalmente envelhecido. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística–IBGE- afirma que, em 2030, o Brasil terá a sexta população mundial de idosos em números absolutos. Ainda segundo o IBGE, no Brasil havia cerca de sete milhões de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos em 1980 e estima-se para o 2025 que essa população atinja, aproximadamente, 34 milhões de idosos. No Acre, a população idosa corresponde a 5,44% da população geral do Estado, ou seja, 37.403 pessoas têm mais de 60 anos.

Essa transição demográfica está sendo acompanhada por uma transição epidemiológica, com uma mudança no perfil de morbimortalidade da população, sendo as doenças infecto-contagiosas substituídas pelas crônico-degenerativas, que geram incapacidades e dependência, fatores considerados como as maiores adversidades da saúde associadas ao envelhecimento.

A Política Nacional do Idoso tem como uma de suas principais diretrizes a promoção do envelhecimento saudável, para isso são desenvolvidas ações integradas nas áreas de saúde e social.

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