quinta-feira, 19 de março de 2009

FMI prevê recessão global pela primeira vez em 60 anos


O FMI (Fundo Monetário Internacional) afirmou nesta quinta-feira que o PIB (Produto Interno Bruto) mundial registrará este ano sua primeira contração em 60 anos, ficando entre -0,5% e -1%. Já para 2010, e entidade aponta para um crescimento entre 1,5% e 2,5%.

"Apesar dos maiores pacotes de estímulo anunciados pelas economias desenvolvidas e os principais mercados emergentes, os volumes de comércio recuam rapidamente, enquanto os dados de produção e emprego sugerem que a atividade global continuaram a se deteriorar no quarto trimestre de 2008", apontou o FMI no relatório que será entregue ao G20 (grupo dos países desenvolvidos e principais emergentes), que se encontrará no próximo mês em Londres para discurtir meios de aplacar a crise.

Para as economias avançadas, o FMI prevê uma "recessão profunda", com um retrocesso do PIB de -2,6% nos Estados Unidos e de -5,8% no Japão, países que correm um "risco elevado" de deflação, e de -3,2% na zona do euro.

"Trazer de volta o crescimento global dependerá principalmente de mais ações coordenadas para estabilizar as condições de crédito, bem como dar um forte suporte político para reforçar a demanda", disse o FMI no relatório.
O Fundo indicou que os países não fizeram o suficiente frente à recessão. Ele calculou que, dentro do G20, seu objetivo de dedicar o equivalente a 2% do PIB a planos de retomada ainda não foi atingido. "As respostas nacionais à crise mundial estão apenas começando. As medidas continuam sendo necessárias para restabelecer a estabilidade financeira", afirmou a instituição multilateral.

"Atrasos na adoção de políticas globais para estabilizar as condições financeiras devem agravar a espiral negativa entre a economia real e o sistema financeiro, levando a uma recessão ainda mais profunda e longa", segundo o FMI. "Na realidade, com os avanços limitados até aqui para resolver o problema dos ativos invendáveis, a incerteza em torno da capacidade de solvência dos bancos continua elevada, impedindo uma volta da confiança dos mercados. As condições do crédito continuam gravemente deterioradas."

Sobre a América Latina, o FMI disse que as condições de crédito pioradas e o enfraquecimento da demanda externa deve fazer com que a região tenha uma queda brusca no crescimento, onde o Brasil "desaceleraria fortemente" e o México entraria em recessão.


Autor e fonte: UOL.

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